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"Quando Lisboa vem
cantar prá rua
Para alegrar os nossos corações
Parece que no céu a própria lua
Se debruça a ouvir suas canções
Os bairros da cidade estão em festa
Os santos saem na rua aos seus altares
Para alegrar os nossos corações
Parece que no céu a própria lua
Se debruça a ouvir suas canções
Os bairros da cidade estão em festa
Os santos saem na rua aos seus altares
E não há noite alegre como esta
Que é dedicada aos santos populares!"
Amália

Após algumas rupturas pelo meio, os festejos dos Santos Populares regressaram a Lisboa a partir de 1925, numa festa em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo António.
Depois da canonização, em 1232, os habitantes do bairro, ao saberem que um dos seus vizinhos tinha sido canonizado pelo Papa Gregório IX, "rejubilaram e começaram a chamar-lhe o seu Santo", favorecendo o nascimento de um culto espontâneo, original e livre, a um amigo muito querido.
Hoje em dia, o povo conhece minimamente a sua vida e a sua história (mestre, professor, advogado) mas continua a dar mais importância aos relatos de milagres e episódios lendários.
Durante o dia celebram-se várias Missas, desde a manhã até à noite, e em todas elas se benze o pão que os devotos compram depois, cá fora, para o produto da venda ser entregue ao Orfanato antoniano de Caneças.
Recebem ofertas do município e de diversas empresas.
Tudo começou por uma ideia do jornal "Diário Popular", que ajudava os mais pobres a fazer uma festa de casamento no dia do Santo. O enxoval e os equipamentos domésticos eram oferecidos por vários comerciantes para promoção dos seus produtos.

Após algumas rupturas pelo meio, os festejos dos Santos Populares regressaram a Lisboa a partir de 1925, numa festa em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo António.
Em 1932, além das
cerimónias litúrgicas, o figurino renova-se no que respeita aos arraiais,
ao enfeite de ruas, becos e pátios alfacinhas, «tronos de
Santo António» e introdução das Marchas Populares.
1930
E Junho é o mês das Festas.
E Junho é o mês das Festas.
Concertos, arte de
rua, marchas e arraiais populares, desfiles, espectáculos, exposições, oficinas
e ateliers, workshops, festivais,
artesanato, mostras de cinema, teatro, fado dentro e na rua, sardinhas assadas,
manjericos com e sem quadras populares, fogo-de-artifício, bailarico todas as
noites, arcos de flores de papel e balões, fogueiras,
casamentos, procissões e cerimónias em honra de Santo António, dão cor e alegria à cidade.
As marchas populares,
os manjericos,
os casamentos de
Santo António e as típicas sardinhas assadas são alguns dos símbolos mais
queridos dos lisboetas e que também não deixam indiferente quem passa.
A paixão por Santo António alcançou
verdadeira fama de santidade ainda durante a vida. Embora se tenha mantido sem
interrupções desde o século XIII em Portugal, na Diocese de Pádua e dentro das
Ordens Franciscanas, só começou a estender-se a todo o mundo a partir do século
XV.
Nasceu em Lisboa, Alfama, entre 1191-1192 e morreu em Itália a 13
de Junho de 1231.
Cerca Moura-Torre de Alfama, do tempo do domínio muçulmano
Depois da canonização, em 1232, os habitantes do bairro, ao saberem que um dos seus vizinhos tinha sido canonizado pelo Papa Gregório IX, "rejubilaram e começaram a chamar-lhe o seu Santo", favorecendo o nascimento de um culto espontâneo, original e livre, a um amigo muito querido.
Hoje em dia, o povo conhece minimamente a sua vida e a sua história (mestre, professor, advogado) mas continua a dar mais importância aos relatos de milagres e episódios lendários.
Festeja-se desde o
século XVI com danças, cortejos e procissões em que os participantes de todos
os bairros da cidade se esforçavam por caprichar nos seus enfeites.
A
origem parece estar numa adaptação da “Marche
Aux Flambeaux” que nasceu em França na Idade Média, relacionada com as
“danças de entrudo”; cada bairro, mercado ou local que festejasse o Santo
António formava pequenos grupos de marchantes que desfilavam pelas ruas,
exibindo-se frente às portas e janelas dos Paços Reais, palácios e casas ricas,
orientados por um ensaiador soprando um apito.
Na
Casa-Igreja de
Santo António festeja-se o dia 13 de Junho com enorme solenidade.
Durante o dia celebram-se várias Missas, desde a manhã até à noite, e em todas elas se benze o pão que os devotos compram depois, cá fora, para o produto da venda ser entregue ao Orfanato antoniano de Caneças.
À tarde, faz-se a procissão
com o Santo pelas ruas antigas do Bairro de Alfama adornadas com colchas nas
janelas e pétalas de flores lançadas no momento em que passa a imagem.
Ao
longo do percurso, imagens de outros Santos de capelas do Bairro vão sendo
incorporados numa procissão que chega a ter vários quilómetros.
Na Casa-Igreja, destruída
no terramoto de 1755 (excepto a imagem e a cripta), conserva-se o lugar que
dizem ter sido o quarto de Santo António. A reconstrução que se seguiu deu
lugar à Basílica actual, onde se conserva uma passagem para o quarto do Santo,
no piso inferior, através da sacristia.
Apesar
de já não existirem casas mouriscas, o bairro conserva um pouco do ambiente, do
casbá com as suas ruelas, escadarias e roupa a secar nas janelas.
O
momento mais importante da festa civil é a noite do dia 12 com as Marchas Populares, que representam diversos bairros lisboetas.
Cada bairro vai em
grupo em direcção ao centro da cidade com as pessoas a cantar e a marchar ao
som da música que as acompanha. Os pares levam um pequeno arco de flores de
papel com um balão, a imagem de Santo António ou outro motivo.
O grande desfile
alegórico das Marchas, organizadas e ensaiadas meses antes por uma
colectividade local com o patrocínio da Câmara Municipal, desce a Avenida da
Liberdade e junta milhares de espectadores.
A festa acaba com
os arraiais montados nos mais típicos bairros de Lisboa, em especial Alfama e Madragoa,
onde o centro das celebrações é a sardinha
assada e a sangria.
Desde há muitos anos
que se tornaram um concurso entre bairros, ganhando o que apresentar a melhor
marcha popular, a melhor música e letra da canção, a melhor coreografia e o
melhor vestuário.
Este ano as Marchas
que constam na lista de participantes são: Infantil, dos Mercados, de Marvila,
do Alto do Pina, de Penha de França, do Bairro Alto, da Ajuda, do Lumiar, de
Alfama, de Benfica, de Alcântara, de S. Vicente, dos Olivais, de Belém, da Mouraria,
da Bica, da Madragoa, da Graça, do Castelo, de Carnide e de Sta. Engrácia.
Todos
os grupos têm padrinhos que são pessoas conhecidas do público.
Em 1958 associaram-se aos festejos as «noivas de santo António», por iniciativa da Câmara
Municipal de Lisboa, com mais de uma dezena de casais unidos
religiosamente na Sé Patriarcal, numa única cerimónia. A iniciativa foi interrompida
em 1973 e retomada em 1997. Recebem ofertas do município e de diversas empresas.
Tudo começou por uma ideia do jornal "Diário Popular", que ajudava os mais pobres a fazer uma festa de casamento no dia do Santo. O enxoval e os equipamentos domésticos eram oferecidos por vários comerciantes para promoção dos seus produtos.
1967
O
manjerico veio da Índia, onde era usado como erva aromática sagrada. Tem folhas
muito perfumadas e simbologia diferente.
Na
Roma antiga era considerada uma erva dos namorados e os italianos do sul,
mantendo a tradição, ofereciam um vaso com manjerico á rapariga que queriam
pedir em casamento; na Grécia, significa luto; em Portugal é um negócio
rentável pelos Santos Populares.
O
presidente da junta de freguesia de Pedrouços (Maia), Joaquim Araújo, tira da
terra entre “30 mil a 40 mil manjericos” para venda nacional, no mês de
Junho. Começa por semear em viveiros, nos fins de Fevereiro. Diz que é muito ”trabalhoso”
e “cansativo” mas que, apesar da crise, acredita na venda, cujo preço pode atingir
10 €, consoante o tamanho.
Algumas quadras já saem espetadas nos vasos de barro dos seus manjericos
namoradeiros e assegura que “um manjerico com uma boa quadra é meia conquista
feita”.











































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