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sábado, 9 de março de 2013

PORQUÊ?


António Borges defendeu  que “o ideal era que os salários descessem como aconteceu noutros países como solução imediata para resolver o problema do desemprego"

O consultor do Governo para as privatizações, António Borges, anunciou o plano para a empresa como passando pelo encerramento da RTP 2 e a entrega da RTP 1, em regime de concessão, a um operador privado, por um período de 15 a 25 anos.


Porque falham constantemente as previsões dos governos em Portugal?
Porque crescem as desigualdades de rendimentos e a concentração de riqueza?
Porque são oprimidos os interesses e valores das comunidades e cidadãos?
Porque está a sociedade portuguesa a ser alvo de uma revolução cujos objetivos parecem ser a redução generalizada dos salários, a extinção das PME, o aumento do desemprego e o inevitável empobrecimento do País?


Porque impõem os decisores da EU medidas de austeridade radicais, privatização dos serviços públicos e o corte no estado-providência?
Porque são prejudicados os padrões de vida de milhares de pessoas e as economias caminham para um impasse?
Porque aumenta a probabilidade de existir um colapso económico, ampliando o abismo entre banqueiros e assalariados?

Indra Nooy Presidente e CEO da PepsiCo
 Iscar Ltd. CFO Danny Goldman

Porque continuam os culpados (ceo’s, cfo’s, diretores, chairman) pela miséria de milhares de pessoas em todo o mundo, nas grandes firmas de Wall Street, vendendo títulos “tóxicos”?
Porque foram gastos, desde 2008, milhares de milhões de euros dos contribuintes no resgate de bancos que apostaram de forma imprudente nos mercados especulativos, fazendo da dívida privada, dívida pública? 
 
Porquê?...

São, no mínimo, “porquês” intrigantes!
Mas, pesquisando um pouco, encontram-se respostas.

Porquelobbies poderosos - grupos de pressão na esfera política, de pessoas ou organizações que tentam influenciar, aberta ou secretamente, as decisões do poder público em favor de seus interesses
E tomam conta dos governos.
Porquesupremacia do capital financeiro, concentrado em grandes grupos económicos de multinacionais de interesses privados, com lucros record e ascensão do autoritarismo.
Porque os interesses desses mercados financeiros se infiltram nas principais instituições mundiais.

Porque, apesar da concentração de dinheiro e do poder nas mãos do lobby do costume, os poderosos não conseguiram evitar que surgissem novas potências mundiais sobre as quais não têm influência directa - e hoje talvez nenhuma - como aconteceu com a China, Brasil, Índia e Rússia, obrigando a uma redefinição geoestratégica dos círculos e centros de poder.
Porque a Europa dos grandes bancos e multinacionais coloca decisões cruciais nas mãos de tecnocratas, debilitando qualquer tentativa de uma “Europa Social”.
Porque a Europa, obcecada com a disciplina orçamental, permite que grupos de lobby corporativo vejam as suas reivindicações de longa data implementadas da noite para o dia, por ter introduzindo apenas regulamentação limitada.



Porque a causa primária está na NWO (Nova Ordem Mundial), utilizada por vários políticos através dos tempos, orquestrada por um grupo extremamente poderoso e influente, geneticamente relacionado com indivíduos ao mais alto nível de escalões que inclui muitas das pessoas mais ricas do mundo, membros da nobreza (dominada pela Coroa Britânica), principais líderes políticos e da elite empresarial cujo objetivo é criar um Único Governo Mundial, sem fronteiras nacionalistas e regionais, que seja obediente ao seu programa fascista.




A NWO, através dos lobbies políticos, já se instalou na maior parte dos países e exige cumprimento severo do regulamento do seu programa de conspiração mundial. 
As Nações Unidas, OTAN, OMS, FMI, membros do G7/G8, trabalham integralmente neste esquema.

Em minha oplnião, (depois de ter lido as linhas gerais dos ideais em que se baseia o NWO), é nesse caminho que Portugal está a ser dramaticamente (porque é atemorizador!) orientado.

Numa próxima ocasião, vou querer embrenhar-me um pouco mais na engrenagen de alguns lobbies.

Imagens google

quarta-feira, 6 de março de 2013

O MEU PAÍS TEM AROMAS


Portugal (via satélite)

Miscelânea, mosaico abrangente e caótico, arena geográfica de diversos protagonistas, Portugal é o "País que o mar não quer"- Ruy Belo 


O MEU PAÍS É UM MOSAICO

"De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua"
Sophia de Mello Breyner Andresen

Em 830 Km de costa refugiam-se praias de areias finas e brancas para todos os gostos - banhadas por águas revigorantes e frias, no Minho; de beleza selvagem e enseadas abrigadas, no Alentejo; de influência cosmopolita por Lisboa, capital do mar; de grandes extensões ou de pequenas aldeias piscatórias, aninhadas entre os rochedos, no Algarve; de areia dourada, na costa de Sintra.
Mares de águas luminosas para mergulho e ondas imagem-de-marca animam os entusiastas do surf/windsurf nas Baleares, Guincho, Peniche, Nazaré, Matosinhos, Madeira.
Os faróis das Berlengas e cabos, guiam briosa e serenamente os navegantes nocturnos.
gaivotas que gritam “anacã! anacã! anacã!” e lotas de peixe fresco.

Cheira a maresia!

 Praias - Porto Santo                           Peniche

Lota de peixe de Cascais                                Farol do Cabo Espichel

As paisagens do interior são desenhadas com matas de pinheiros e caruma pelo chão, de sobreiros e oliveiras em planícies alentejanas, pomares de cerejeiras na Beira Alta ou de amendoeiras e laranjeiras no Algarve, de um cristalino espetáculo vulcânico e sebes de hortências nos Açores, de plantações de vinha em socalcos no Douro, de...

Cheira a jasmim!

 Amendoeiras em flor no Algarve                               Vale do Douro

As maravilhas gastronómicas (7 eleitas) - Alheira de Mirandela, Queijo da Serra, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e o Pastel de Belém - reservas de vinhos tinto e branco, Moscatel, Madeira e Porto; azeites extra virgem, ginja, conservas, rebuçados de mel e tantos pratos típicos, não têm rivais.


Cheira a mosto!

 Arroz de marisco                     Queijo da Serra da Estrela

Os rios prateados pela luz clara dum céu azul e luminoso, com ilhotas, castelos, vilas , cascatas, moinhos de água, pontes seculares, noras, poldras, praias, canoas, serpenteiam entre sulcos e vales. 


Cheira a sol!

 Rios Zêzere                                          Teixeira (para rapel) 

As Aldeias, algumas históricas (Sortelha, Linhares, Marvão, Monsaraz, Monsanto), e todas as outras, com casas de pedras soltas ou cantaria, caiadas de branco, com barras azuis ou amarelas que de história são feitas também, permanecem invictas, esquecidas ou modificadas.


Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo.
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura... (…)”
Alberto Caeiro - O Guardador de rebanhos

                                                 Cheira a Saudade!

Aldeias - Alentejo                       Monsanto                                          


Os Mosteiros, Igrejas, Capelas, Ermidas, Cruzeiros, assinalam por todo o lado expressões de espiritualidade e de arte.


Cheira a Fé!

Cruzeiro na mata do Buçaco          Ermida do Salvador - Barcelos 

Termas, Parques naturais e arqueológicos, museus, teatros, jardins, palácios, estátuas, ruas calcetadas, solares, são testemunhos das características de um povo.
Cheira a Povo!

Calçada, Açores                                       Termas da Curia


O xadrez de música pop, jazz, rock, tradicional - um mapa de sons, dizeres, vozes, canções e instrumentos - em ambiente rural de campos e penedos ou entre fachadas urbanas, formam uma sinfonia de norte a sul do País.

Cheira a melodia!

Guitarra portuguesa                                        Sarroncas

Toda esta diversificada beleza em pequena escala (falta a maior!) quando associada, faz do diminuto País um dos paraísos preferidos pelo sol e pela saudade.


O  MEU PAÍS É PÁTRIA INGRATA 



"A ingratidão é sinónimo de falta de cultura."
 Bjornstjerne Bjornson -Noruega




A ingratidão é uma característica portuguesa.

“Há uma tendência em «abortar» ou boicotar os grandes e generosos projetos, as coisas bem pensadas. Não se percebe.”- Aventar

Este país consegue ser uma verdadeira desilusão para os que querem o melhor para ele. Os cientistas, intelectuais, artistas, enfermeiros e tantos outros profissionais já emigraram...

Somos um país acolhedor e os estrangeiros, os turistas, reconhecem-no. Por que não o somos para os nossos, em primeiro lugar, antes que se tornem eles mesmos estrangeiros noutros cantos do mundo, gera revolta.
Segundo os recentes dados do Instituto de Estatística, mais de 250 mil pessoas saíram do país nos últimos três anos. São números iguais aos do primeiro grande Boom da década de 60. Naqueles tempos os portugueses eram identificados como os da “mala de cartão”; hoje pode dizer-se que são os “emigrantes da batina”.


Mas continuam a amar o seu país, por muito ingrato que ele seja...
Este ano, as remessas de dinheiro enviadas por emigrantes para Portugal estão a superar as de 2012.
O apego à terra e à família ainda falam mais forte do que a própria razão.

“Pareço um doido a correr esta pátria e nem chego a saber porquê”.
Miguel Torga

Extrato de uma carta escrita por um enfermeiro de 22 anos, ao Presidente da República:
(…) Porém, irei partir. Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão. Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país.
Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou. Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é o mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro. Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu (...)”

Não se pode viver com coerência o presente e menos ainda construir o amanhã se se perdem as raízes (…) Não existe desenvolvimento autêntico se se edifica de costas a própria identidade”.Germán Doig


Cheira a diáspora!

O MEU PAÍS ESTÁ FALIDO

"Todos os dias há 62 novos portugueses falidos a pedir ajuda à Deco"
 Jornal de Notícias, 1.8 2011

Um grande número de acontecimentos ao longo de quase trinta e nove anos, tem envolvido muitos interesses de algibeira que geriram criminosamente os impostos dos portugueses, inventaram o BPN, aceitaram os contratos desastrosos das PPP, elegeram corruptos para governar o Pais, premiaram os maus gestores, destruíram a classe média, aumentaram o número de pobres.

Ilustração de Natália Cóias

As falências e as privatizações criaram e continuam a criar oportunidades de negócios:  
“Bruxelas solicitou que Portugal vendesse o abastecimento de águas e que fosse promovida a privatização das empresas nacionais de água “Águas de Portugal”. Quer transformar um bem comum, em objecto de especulação das multinacionais.

Em Paços de Ferreira a iniciativa está a ter como consequência um aumento de 400% em muito poucos anosl

No que respeita à Zona Euro, Portugal é o terceiro país menos rico e entre os fundadores, o único onde mais de metade da população ainda vive em regiões “pobres”, dentro da Europa.
Na última década, só os Açores se aproximaram da riqueza média da UE.

Cheira a corrupção!

O MEU PAÍS ESTÁ SENESCENTE 


Quase 20% da população residente em Portugal é idosa, revelam os dados definitivos dos Censos 2011, que registaram mais de dois milhões de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país.

Por outro lado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registou também um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos, e que, no grupo entre os 0 e 14 anos de idade, os valores registados são ligeiramente superiores a 1,5 milhões de habitantes.
As regiões do Centro, Alentejo e Algarve são as únicas que apresentam valores abaixo da média nacional de 3,5 ativos para cada idoso.”


Desde Fevereiro deste ano que apareceram vários idosos solitários, encontrados mortos em casa. Alguns estavam desaparecidos há anos. Nalguns casos as autoridades ignoraram os alertas dos vizinhos mas noutros ninguém deu, sequer, pela falta deles.


Cheira a tristeza!

O MEU PAÍS É A PÁTRIA DOS PACOTES DE AUSTERIDADE

O "The New York Times", um dos mais prestigiados jornais do mundo, publicou uma galeria de fotos acompanhada por números que dão conta do sério agravamento das condições de vida dos portugueses.
Retratos de sem abrigo, de idosos, de imigrantes pobres e de jovens de malas feitas para emigrar, das manifestações e dos confrontos em frente à Assembleia, ou de um cemitério e um edifício devoluto, surgem na fotogaleria intitulada "Portugal aprova mais um pacote de austeridade".

Cerca de 21% dos idosos em Portugal vive atualmente na pobreza (...) 1,4 milhões de desempregados (quase 16% da população), dos quais apenas 370 mil recebem apoios mensais do Estado (...), 735 mil edifícios devolutos, são alguns dos números que acompanham as 16 fotografias que retratam a deterioração da situação social deste país situado no extremo ocidental da Europa. 
Expresso. Sapo, 29.11.2012

Ver a fotogaleria no site do jornal New York Times.


O meu País é uma Pátria cada vez mais limitada às fronteiras, sem economia e sem trabalho. O meu País é cada vez mais caro, com menos oportunidades, mal governado; tem baixa política e não ouve o clamor dos esquecidos.
"Somos sobretudo um povo ridículo porque não o queremos parecer"

Cheira a pobreza!


Sopa dos pobres, hoje          há 43 anos(Centro Social da Cova e Gala) 


Pátrias que provocam a desagregação da nação de que participam, fazem com que os valores dessas pátrias sejam divisores, destruidores, desmoralizantes.


Imagens Google

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MIMO POETIZADO


NARCISOS

Geralmente de cores entre o branco e o amarelo
São flores robustas, simples ou dobradas
Campaniformes, de tronco arredondado, singelo  
Com folhas lineares, erectas ou inclinadas
Que crescem em jardins, terraços ou gamelo
Quer solitárias quer bem agrupadas.

"À procura da felicidade pela horta e jardim" (belo!)
 “... Foi ontem que me deparei, numa única planta
Com aquela mancha de branco e amarelo…),
"Bloga" o meu cunhado V. da tal pranta.
E prá memória a reproduz com desvelo
Porque a curiosidade o suplanta.

narcisos do jardim


Por acaso, a mulher, minha irmã T.
Que se exprime em Pinturas de Malema" 
Mas que por gosto também ajardina
Com pincéis nas tintas se enleva
E prá tela os narcisos rapina
Com a arte que aqui se releva.

narcisos - pintura a óleo


Juntos, narcisos da tela, os do jardim
E os gregos da lirica medieval,
Aí vão todos num balão "zepelim"
Com a juventude e a ventura ideal
Aterrar hoje, pró teu festim
Ao começar da aurora, no teu natal. 



"narcissus"- Whaterhouse - "narcisos" Harvey-Sothebyes
Iluminura do século XIV

E com os narcisos vão também
Outras flores do mesmo signo
A papoila, que a paixão mantem
A violeta delicada, o lírio digno,
Para os tornar extensivos a quem
Ao mesmo hoje é fidedigno.(R)



Dia 25 de Fevereiro de 2013


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PORQUE SE DESISTE



Porque deixou de haver condições para lutar.
Porque logicamente, já não vale a pena continuar.
Porque se perdeu o que dava valor a uma vida a completar.
Porque de repente, em contramão se passou a circular.
Porque a vontade é impotente perante o que está atrás do seu lugar.
Porque os sonhos acabados se perderam num buraco de ar 
Poque há sucessivas portas e janelas a fechar
Porque a travessia do deserto não chegou a atingir o mar…

O mar, abismo de ilusões, obstáculos, incompreensões, determinações, sofrimentos, estratégias, frustrações, metas.

Ao mar (e que belo mar!) do “Lawrence da Arábia”…



“Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol”.

Ou de ficar na areia banhada pelo oceano, entregue indefinidamente às marés fortes das luas Nova/Cheia e marés baixas dos quartos Crescente/Minguante, ouvindo silêncios de água, sondando interrogações, procurando palavras naufragadas e tentando, em vão, lavar as pústulas da putrefacção...

Imagens Google

domingo, 17 de fevereiro de 2013

25 DE ABRIL,SIM. MAS OUTRO... - 2


No prosseguimento do tema do post anterior, outros itens de carácter geral:



- ECONOMIA

A economia cresceu fortemente sobretudo após 1950 e Portugal foi cofundador da EFTA, OCDE e NATO.
Ao assinar o tratado de Estocolmo, Portugal entrou para uma zona de trocas livres, sobretudo bens industriais, com alguns serviços sem pagamento de direitos aduaneiros. Houve benefícios em quantidade de novos mercados e em qualidade nas exportações - importante no sentido político, da internacionalização da economia e ajuda ao desenvolvimento.
Desde a década de 40 até à de 70, houve uma economia forte e saudável, com um crescimento sustentado dos maiores do mundo apesar de, durante esse mesmo período, ter uma organização institucional diferente das restantes economias da Europa Ocidental.


 

A diminuição do número de trabalhadores, devido aos depósitos dos emigrantes, não a afetou; manteve-se constante e os salários aumentaram cerca de 50%.
As pessoas poupavam e amealhavam.



Mas foi desbaratada.

Em 1985, com o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, Portugal recebeu elevados fundos destinados a ajudar o desenvolvimento e a estimular a economia, com a formação de novas empresas. Muitos desses fundos não foram bem geridos por alguns sectores empresariais, o que terá impedido um maior desenvolvimento do País nos anos seguintes à adesão.


Cavaco Silva, inquilino usurpador (porque introduzido mascarado duma falsa honestidade) do País durante quase 18 anos, lançou a primeira pedra para a situação catastrófica em que nos encontramos, alterando drasticamente as práticas da economia.



Excepcionalmente, até finais da década de 90 e princípio do século XX houve melhoria das condições de vida dos trabalhadores, com o aumento dos salários e uma maior estabilidade no emprego.

“A economia portuguesa registou a segunda maior recessão da sua história em 2012, com uma queda de 3,2% de acordo com o INE, encontrando um registo anual mais negativo apenas em 1975, com dados que não são inteiramente comparáveisPortugal esteve em recessão quatro vezes nos últimos dez anos e teve pela primeira vez dois anos de recessão consecutiva em 2011 e 2012.
Agência Lusa, 14 Fev. 2013 

Os pobres continuam pobres e os remediados empobrecem.


- GUERRA DE ÁFRICA/COLONIAL

Um império global implica a extensão da soberania de um Estado sobre territórios por todo o mundo. O primeiro império global foi o Império Português multicontinental, desde o início do século XVI (1415 - Ceuta) até 1999 (Macau) ou 2002 (independência de Timor-Leste).


Quando Salazar assumiu o poder, Portugal tinha fronteiras imperiais respeitadas internacionalmente. Para ele, era lógico defender intransigentemente as colónias “cobiçadas pela URSS através dos seus peões no terreno”, como fazendo parte do nosso território. E estava mesmo convencido que o ocidente “acabaria por reconhecer as vantagens…” (João Hall Themido).
A NATO funcionava como um refúgio dos ataques internacionais.
John Kennedy, adepto da descolonização e porque a Índia era importante para os EUA, quis negociar as províncias ultramarinas, propondo uma solução gradual.

"Portugal não está à venda"

A guerra colonial teve efeitos demográficos, económicos, financeiros e comerciais externos, diplomáticos e políticos.

A partir de 1962, Portugal ficou isolado na cena política, principalmente nas Nações Unidas. Os países do médio oriente, destinos de exportação, desapareceram das relações diplomáticas e comerciais

A sustentação da luta militar passou a exigir um esforço financeiro muito grande - exército, marinha, aviação, transportes, abastecimentos.

A mobilização de muita mão-de-obra, jovens em idade casadoira, diminuiu a natalidade e as famílias ficavam destroçadas por verem partir os seus filhos para longe, com regresso incerto.

Navio Niassa 

O dinheiro começou a deixar de ser usado no investimento de infraestruturas da Metrópole.


E se não tivesse havido ponte aérea?
"Espoliado" 
(...)
- É trapo da bandeira... e caravelas
Chegadas ao cais e arreadas as velas
Por ventos de Leste e… Alta traição!"

Foi atribuído um total de 3.209.540 contos de subsídios de desemprego e 348.257 contos de abonos de família.

A Guerra de África tornou-se a motivação dominante do MFA para conceber e preparar um golpe de Estado contra o regime.


E poderia continuar a dar incremento a outros itens (de ANTES e DEPOIS) como:




CRIMINALIDADE 
IMPUNIDADE
REINCIDÊNCIAS 
DINHEIROS PÚBLICOS 
PESSOAS (IN)COMPETENTES

Etc.


- TRINTA E NOVE ANOS DEPOIS 




O País está empobrecido, a classe média quase desaparecida, o desemprego situado na 3.ª maior taxa da EU (Eurostat), o salário mínimo ( 485),com tendência para baixar, o salário máximo (Fernando Pinto, por ex., presidente da TAP, recebia em 2010 à volta de 30 mil € brutos/mês) não tem limite, as promessas são arquitectadas em mentiras, os casos judiciais prolongam-se no tempo, a podre política é sustentada pelo poderio económico, o compadrio é cada vez mais exagerado, o 1.º ministro convida à emigração, a comunicação social trabalha para os lobbies financeiros e para o domínio político. Vamos tendo melhores cuidados de saúde mas não podemos pagá-los…

As medidas de austeridade continuam, as falências e privatizações criam oportunidades de negócio e os gestores dos bancos recebem da mesma maneira os seus elevados ordenados, acrescidos de bónus por gerirem a crise.

E haverá mesmo liberdade de expressão?

O cidadão passou a escolher o seu governo e existem sindicatos; mas onde estão as vantagens?

Estaremos contentes com esta democracia?

Somos sobretudo uma potência atlântica, presos pela natureza à Espanha, política e economicamente debruçados sobre o mar e as colónias"
vidas lusófonas

"(...)
Nem a favor da Grã-Bretanha, nem a favor da Alemanha, mas só a nosso favor”, era um dos pilares de sustentação do regime e uma justificação para a sua neutralidade durante o conflito, assim como para a exclusão deliberada e desejada por Salazar, do Plano Marshall. Paradoxalmente, seria a guerra anacrónica de sangues locais e metropolitanos que levaria ao colapso do regime em 1974…"
blog-Viriato à pedrada

Quando Marcello Caetano chegou ao Poder, já tudo se encontrava demasiado enfraquecido, sem hipóteses de êxito na construção de eventual solução política. Logo, o caminho para o golpe militar foi rápido, a vitória facilmente vitoriosa e a descolonização apressada.

Apesar de tudo, além do fim do conflito ultramarino esperava-se muito mais da revolução; as pessoas aderiram sem reservas aos ideais do Movimento das Forças Armadas.


E o sonho europeu também ameaça desfazer-se.

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