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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CREPÚSCULO



La Palma 2003
Observatório - "Starparty" no GTC

A uma grande altitude e num amplo horizonte podem observar-se verdadeiros espectáculos da Natureza como o fim do dia. 
Aqui o Sol ainda não estava propriamente a pôr-se, mas sim a desaparecer na camada de nuvens mais baixa. Nota-se o recorte perfeito do disco solar. Momentos a que ninguém pode ficar indiferente, nas palavras do autor.


A escuridão e transparência do Céu são excepcionais não só no topo do Roque de Los Muchachos, como em praticamente toda a ilha de La Palma, graças a um céu protegido por Lei que obriga a que os candeeiros de iluminação pública sejam direccionados para o chão com lâmpadas de sódio da alta pressão."


"A luz era fria e distante. No momento em que o contorno de sua pequena pupila foi se iluminando, como se os olhos da moça e a luz se sobrepusessem, seus olhos se tornaram um vaga-lume misterioso e belo que pairava entre as ondas da penumbra do cair da tarde"
Trecho do livro O País das Neves de Yasunari Kawabata, (1889, 1972), prémio Nobel de Literatura de 1968


O crepúsculo antes do nascer do sol
Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

O nascer do sol na praia, ver a luz antes de ver o sol. E à noite, ainda há luz depois de o sol desaparecr no horizonte. O crepúsculo refere-se aos momentos do dia antes e depois do nascer e do pôr-do-sol. 
O crepúsculo náutico difere do civil porque cada termo descreve uma parte de todo esse período.


Um barco de pesca é visto durante o crepúsculo em Mazatlan, no MÉXICO Reuters
http://zip.net/bvh9NW

“No crepúsculo, quando retornam às suas áreas de repouso, os estorninhos - pássaros gregários muito comuns na Europa, presenteiam-nos com com espectáculos de tirar-o-fôlego. Centenas de milhar, reunidos em bandos, desenham no céu formas diversas. Movem-se como se fossem um único corpo. Acreditam os ornitólogos, que o objectivo dessas manifestações é espantar e desorientar os seus predadores, apostando na força da sua quantidade e no jogo de luzes e sombras cujos movimentos mudam continuamente.”


A mesmering murmuration of starlings.

A Bird Ballet é um vídeo realizado pelo director Neels Castillon. Durante as filmagens no campo, arredores da cidade de Marselha, deparou -se com uma incrível revoada de estorninhos (Sturnus vulgaris) que promoviam nos céus uma dança hipnótica.

Barcos, Água, Crepúsculo...


Crepúsculo / existência

Claridade multicolor
Dum sol escondido
Próximo do horizonte
Antes do alvorecer.
Personalidade sem cor
Espreitando em sentido
Nada que a afronte
Ou faça estremecer

Momento de transição
Entre a noite e o dia
Entre o dia e a noite
Da tarde ou da alva
Buscando afirmação
Nova cena recria
Num palco que acoite
Um futuro com salva

Camarim de personagens
Em busca da coragem
Que desfaça a ilusão
Da própria identidade
Permuta de imagens
Ou metáfora em viagem
Transparência, escuridão
De que realidade?


“A Persistência da Memória” de Salvador Dali.



Imagens Google

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NATALIS


Natalício, o dia em que se nasce
Alegre, festa em louvor do nascimento de Jesus Cristo
Triste, recordação de ilusões de infância
Another year over
Litúrgico - conjunto de elementos ou práticas que, regulamentados por uma igreja ou seita religiosa, fazem parte de um culto religioso.
2 Mil - "Mais de 2.000 agentes investigam atentados cometidos em Paris"
0 (zero) - Coisa nenhuma
1 - Unicismo, o universo explicado por um só tipo de realidade
5 - 5+5+5, não é igual a 15? 

OBSERVADOR, 2/11/2015:


Num teste de matemática nos EUA foi feita uma questão aparentemente simples aos alunos: “Utilize a adição para resolver: 5×3”. Porem, a resposta a este exercício e a respectiva correcção estão a originar um grande debate nas redes sociais.
Tudo porque o aluno do 3.º ano respondeu com a soma: 5+5+5 e o professor responsável marcou a resposta como errada escrevendo a seguinte correcção: 3+3+3+3+3."
A fotografia do teste está a circular globalmente pela Internet


NATALIS...




Imagens Google

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"HONEY MOON"


Foi em 27 de Junho de 2014 que dediquei um poste às ”Luas” de Miguel Claro com o nome “Lua-de-mel” em Lisboa. 
Apesar da beleza rara, ao contrário de muitos outros, ele não teve um número significativo de visualizações. 


Há dias recebi um email com a foto de uma outra Lua igualmente bela (em baixo), dizendo: “Esta super-Lua está a correr mundo”.


Não consigo ler o nome do autor nem sei quem e como se faz correr mundo. 
Mas anexo aqui de novo “Honey Moon” in Lisbon de Miguel Claro*, a sua
sexta fotografia a ser destacada pela NASA, tirada a 13 de Junho, porque também gosto muito dela.


E mais esta (autor?) 

Parecem ter sido capturadas todas no mesmo dia, embora de locais diferentes.


"Adoro tanto a lua que poderia ser a luz do meu quarto..."
Gabriel Nayan

"Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?"
Mário Quintana

“Entre os mugidos do gado
E o cheiro de capim,
Nasce a lua cheia.” 
Paulo Franchetti


*Astrofotógrafo e astrónomo amador especializado na fotografia de paisagens astronómicas ou “Skyscapes”. As suas imagens têm percorrido o mundo e são publicadas tanto em livros como nas mais prestigiadas revistas internacionais da especialidade. Várias imagens da sua autoria já foram distinguidas pela NASA como Earth Science Picture of the Day e Astronomy Picture of the Day.“Lisbon Sky Lights” venceu o  lugar no International Earth and Sky Photo Contest e foi publicada na National Geographic como uma das “Best Night Sky Pictures of 2011”.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

FALANDO DE ANTEPASSADOS?



Quando lá por casa se falava em antepassados, origens, apelidos, etc., dum e doutro lado dos meus ascendentes, a conversa tinha tendência a polarizar-se sempre nos FARIA, ramo genealógico da família da Mãe.
E até se compreendia porque, além de serem muitos, concentravam-se quase todos na Beira Alta.
Mas quanto às anteriores gerações do Pai, nunca encontrei nenhuma referência nem nenhum descendente que delas concretamente falasse.

Conheci mal os avós paternos; era ainda muito nova quando eles faleceram. 
Porém, recordo-me de a Mãe dizer numa das conversas acima referidas:
 - A vossa Avó E. RIBEIRO era uma pessoa de uma grande humildade mas descendia de antigos talvez mais ilustres do que os meus. Eram naturais do norte do País e da Galiza, não sei se de antes ou depois do Dom Afonso Henriques. 
O Pai é que sabe contar.

E fiquei por ali, sem que a ideia de perguntar me tenha ocorrido em qualquer outra ocasião.

Isto de ser um bloquista pouco mais que caseiro, acaba por nos levar a desenrolar temas característicos da nossa vida quotidiana, procedências, conhecimentos, vivências.
Mas agora já era...

"Viajar" pela Net é um dos meus passatempos preferidos. E no Google, a informação a um clique de "mouse", como em tempos aqui referi, encontrei (imagine-se!) a História da Família RIBEIRO.

Baseada nos únicos dados de que sou conhecedora, até poderá fazer parte da minha História genética.

Descendente da nobreza ou não, hoje é um dos sete maiores sobremomes latinos e com personagens ilustres que os carregam pela História. 
Há um Brasão Original da Época mas como o sobrenome se espalhou pelo mundo através das navegações portuguesas no século XVI, existem outros Brasões que também não deixam de ser originais


Armas :Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com quatro palas de vermelho (Aragão); o segundo e terceiro de negro, com três faixas veiradas de prata e vermelho (Vasconcelos). 
Timbre: Lírios de verde floridos de ouro.

História da Família 
RIBEIRO

"Ilustre e antiga família que procede do Rei D. Fruela II e de sua mulher D. Nunila, por seu filho D. Ramiro privado do Reino por seu primo D. Ramiro II, que o cegou e a seus irmãos, o qual foi pai do Infante D. Ordonho, o Cego, que alguns pretendem fosse filho do Rei D. Ramiro II e de sua mulher D. Teresa ou de D. Ramiro III de Leão e de sua mulher D. Urraca e, ainda, de D. Fruela II, que se lhe dá por avô, e dizem haver casado com D. Cristina. Deste nasceu o Conde D. Ordonho Ordonhes, Conde de Cabreira e Ribeira, senhor de Lemos e Sarria e de muitas terras na Galiza, o qual serviu o Rei D. Fernando, o Magno, nas guerras e casou com D. Urraca Garcia, filha herdeira de Garcia Fernandes, Conde de Garanon e senhor de Aza, e de sua mulher D. Urraca Osório. Foi seu filho D. Garcia Ordonhes, o de Cabreira, assim chamado por um senhor de Cabreira e também o foi de Aza pelos anos de 1040, senhorio este que lhe veio por sua mãe. Foi cavaleiro de valor e um dos maiores senhores do seu tempo. Morreu no ano de 1083. Casou com a Infanta D. Elvira, senhora de Toro, que morreu no ano de 1087, filha do Rei D. Fernando, o Magno, e de sua mulher D. Sancha. Entre os vários filhos de D. Garcia Ordonhes figura o Conde D. Osório de Cabrera, primogénito, natural de Cabreira, que veio povoar Portugal, se bem que há divergências sobre o nome de seu pai, que uns pretendem fosse D. Guterre Osório, o que parece impossível por a tal se opor a cronologia, outros que seria irmão de D. Martim Osório, senhor de Vilalobos, Cabreira e Ribeira e ambos filhos de D. Rodrigo Vela, senhor das mesmas terras e netos do Conde D. Vela Osório, mas a maioria dos autores segue a primeira opinião. D. Osório de Cabrera viveu nos reinados de D. Sancho II e D. Afonso VI de Leão e veio para Portugal com o Conde D. Henrique e aqui povoou muitos lugares. Casou com sua prima D. Sancha Moniz, filha de D. Moninho Fernandes de Touro, filho bastardo do Rei D. Fernando o Magno, avô materno do Conde D. Osório. Seu filho, o Conde D. Moninho Osório, veio com seu pai, foi rico-homem de D. Afonso Henriques e casou com D. Maria Nunes, filha de Nuno Soares, padroeiro do mosteiro de Grijó e de sua mulher D. Urraca Mendes, de quem teve a D. Paio Moniz, rico-homem de D. Sancho I, Rei de Portugal, casado com D. Urraca Nunes de Bragança, filha de D. Nuno Peres de Bragança e de sua mulher, D. Froilhe Sanches. Deste casamento nasceu D. Martim Pais da Ribeira e D. Maria Pais da Ribeira, esta manceba do Rei D. Sancho I e depois de Gomes Lourenço, acabando por ser mulher de D. João Fernandes de Lima, e D. Nuno Pais Ribeiro, padroeiro de Santo André de Serradelo, no concelho de Gaia, onde viveu no tempo do Rei D. Afonso III. Este último recebeu-se com D. Maior Pais Romeu, filha de D. Paio Pires Romeu e de sua mulher, D. Goda Soares da Maia, a qual D. Maior também foi casada com D. Egas Bufo. Provêm do matrimónio de D. Nuno Pais com D. Maior os do apelido de Ribeiro, em que se transformou o de Ribeira, usado na forma nova sem preposição.

São de Manuel de Sousa da Silva, capitão-mor de Santa Cruz de Riba Tâmega, os seguintes versos dedicados a esta linhagem:

Lá em Gaya, Canidello
Foi a casa dos Ribeiros
Esforçados cavaleiros
Que na realidade e zêlo
Sempre foram os primeiros."

As suas armas modernas são:
Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com quatro palas de vermelho (Aragão); o segundo e o terceiro de negro, com três faixas veiradas de prata e de vermelho, (Vasconcelos).
Timbre: um lírio de verde, com cinco flores de ouro.



Postado por BLOG DA QUETA  


sábado, 17 de outubro de 2015

"AS VENDEDEIRAS DE QUEIJOS"






Quando a gravura "As Vendedeiras de Queijos?ou "Figuras Saloias e Burro?" me foi oferecida, juntamente com outra figura (inacabada) da autoria de um familiar, “A Lavradeira Minhota”, fiquei com a ideia de que também teriam sido desenhadas pela mesma pessoa.
E como tal a tenho estimado desde há décadas.

Porém, ao debruçar-me uma vez mais sobre o grande ilustrador Roque Gameiro, deparei com um dos seus colaboradores na publicação “Ilustração Portuguesa”, Jorge Barradas, pintor, ceramista, caricaturista, escultor e ilustrador. E, para meu espanto, também com a referida gravura… (entre uma série de outras com o mesmo traço.)

Desfez-se o mal-entendido e descobri “O Barradinhas”, humorista comentador dos ridículos.

Jorge Nicholson Moore Barradas nasceu em Lisboa, em 1894, e faleceu em 1971.
Frequentou a Escola de Belas-Artes mas não concluiu o curso.
Em 1911, Joaquim Guerreiro, director da publicação A Sátira, introduziu-o no meio artístico lisboeta e em 1912, com 17 anos, estreou-se na primeira exposição do Grupo dos Humoristas Portugueses, com oito desenhos.
Nuno Simões, o crítico da exposição, viu no seu trabalho “um futuro artista da elegância e do romance, com alguma ingenuidade e uma clara tendência para a observação da vida.”
Fez ilustração, desenho humorístico e publicidade até 1924.  


Fundou, com Henrique Roldão, o quinzenário O Riso da Vitória, uma brilhante publicação humorística.
Foi responsável pela direcção artística do semanário ABC a Rir.

Expôs em Lisboa, Porto, Vigo, Brasil, S. Tomé, Sevilha, Paris (onde recebeu uma medalha de ouro). 
A partir dos anos 30 destacou-se em pintura pela facilidade decorativa (obteve o título de “Malhoa 1930”).   


Nas décadas de 40 e 50, dedicou-se à cerâmica e à azulejaria; em 1949 foi-lhe atribuído o “Prémio Sebastião de Almeida”, do SNI.


Juntamente com Leitão de Barros renovou o gosto nos cenários de espectáculos populares.  
Tinha um “traço original e moderno, cheio de qualidades” patentes no Diário de Lisboa, no jornal Sempre Fixe e no quinzenário humorístico O Riso da Vitória, com os tipos alfacinhas como protagonistas - a varina e o casario, vendedeira de fruta, saloios, o ardina, as lavadeiras, a leiteira e o marujo, o novo-rico, a burguesinha - ou o rosto feminino em capas de revista.


Decorou, entre outros, o café Portugal (ao Rossio) e A Brasileira (ao Chiado). Deixou ainda uma enorme colecção de litografias sobre temas populares.

Escultura em cerâmica, 1959, átrio de entrada, Museu da Cidade, Lisboa



Fonte:
Artigos de Carla Mendes e de Álvaro Costa de Matos, coordenador da Hemeroteca Municipal de Lisboa e comissário da exposição Jorge Barradas na Colecção da Hemeroteca – Obra Gráfica                            

terça-feira, 13 de outubro de 2015

UM SUFOCO!




Aquele arrastar dos chinelos repercutindo o ruído pelo soalho, ininterruptamente…
Aquele “eu não posso mais, isto não vai melhorar nunca ” repetido sem cessar…
Aquele desassossego espavorido…
Aquele total desinteresse por TUDO o que se passa à sua volta…
Aquele mundo irreal feito “realidade”…
Aquele egocentrismo "manipulador", devastador, incapaz de perceber o que os outros sentem, encurralando-lhes a mente e os espaços, a liberdade TOTAL…
É desesperante.
É esgotante.
É sufocante


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A JOANINHA E A "JOANINHA"


É vaidosa, a joaninha
Veste-se de cores viçosas
Gosta do laranja, do verde
Do vermelho, do amarelo
Ou de outras bem vistosas
E de pintas que não perde
Para desenhar o modelo
Que só dela faz rainha


Não é bem redondinha
O corpo é mais comprido
Tem duas boas antenas
Ao cheiro e gosto sensíveis
Enxerga em qualquer sentido
O predador vence, sem cenas
Com resultados plausíveis
Tão úteis à alfacinha


Ela tem asas! E voa...
Entre flores, plantas, jardim.
Por metamorfoses passa
Sem fazer mal a ninguém.
Cresce e passeia sem fim.
Mas a JOANINHA, de Graça!
Consegue ir mais além:  
Corre de pés no chão, na boa!

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Dia 7 de  Outubro
 Para ti Joana, um abraço enorme