Número total de visualizações de páginas

sábado, 10 de dezembro de 2016

TIC-TAC! TIC-TAC...



Tic-Tac! Tic-Tac!
Este é o som do relógio 
Cadenciado e triste
Que indiscreto, analógio
Em passar o tempo insiste.

Tic-Tac! Tic-Tac!
O silêncio assim ignora
Na sombra da noite escura
Tanto perto da aurora
Como em qualquer postura
'.

Tic-tac! Tic-tac!

“Sem tic-tac, as sombras marcam as horas em silêncio”. Joaquim Nogueira
E por ser um som inofensivo, nem todas as pessoas se apercebem igualmente dele - é essencial ter bom ouvido, ouvir bem...

Há quanto tempo soará o tic-tac nos relógios?


infografico_relogio1


Acredita-se que o tempo começou a ser medido há cerca de 6.000 anos. Primitivamente, apenas havia conhecimento do dia e da noite. Depois, passaram a ser observados os movimentos do sol, da lua e das marés. E verificou-se que a sombra variava de acordo com a posição do sol. As horas eram contadas com o auxílio de uma vara que, ao projectar a sombra no chão, assinalava os diferentes horários. Nasceu assim o relógio de sol (Gnómom).

Dois relógios de sol em Sagres,  que datam do século XV. O menor tem numeração romana e o maior utiliza apenas as linhas no chão como referência.


Usou-se o "relógio de fogo" (nos castelos e palácios da Europa), o "relógio de Cera" (sobretudo em cerimónias religiosas), os "relógios de azeite", o "monge-relógio" (nos conventos) e o "relógio de água"/Clepsidra, muito utilizado nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados. Mais tarde, no século VIII, aparece a ampulheta de areia fina e passa a ser preferida às clepsidras na medição de um espaço de tempo, visto a areia ser um material mais estável.

 "Relógio de Fogo"; "Relógio de Cera"  


 "Relógio de Azeite"; Clepsidra (Relógio de Água)

Ampulhetas (Relógios de Areia)

No século XVI, através de conhecimentos combinados de geografia, astronomia, matemática e mecânica (época das descobertas), o relógio foi calibrado e passou a dar horas verdadeiras.

A medição mecânica do tempo teve origem nas ordens religiosas para regular a duração da oração e de culto e os primeiros relógios mecânicos apenas faziam soar o tempo sem o mostrar.

Com a descoberta do Foliot, primeiro escapamento relativamente confiável aplicado nos relógios mecânicos, os aperfeiçoamentos na construção sucederam-se de tal modo que, rapidamente, os grandes relógios se foram substituindo por outros mais pequenos - relógios de parede, relógios de mesa e primeiro relógio de bolso.

"Por volta de 1504Peter Henlein, na cidade de Nuremberga, fabricou o primeiro relógio de bolso, denominado pela forma, tamanho e procedência, de Ovo de Nuremberga.
Era todo de ferro, com corda para quantas horas e precursor da "Mola Espiral", utilizando-se do pêlo de porco; constituía-se de um indicador e de um complexo mecanismo para badalar". Wikipédia


Em exposição no Museu de Stuttgart na Alemanha

"A aplicação do pêndulo fez reduzir um erro diário de 15 minutos para 10 segundos. Mais tarde o mecanismo de pesos foi substituído por uma cinta de aço que tinha a mesma função mas que permitia a redução do tamanho das máquinas , até que se chegou ao relógio de bolso, onde não há pêndulo, ou melhor, há um balanceiro que o substitui e que provoca o conhecido tic-tac..."

Para os apaixonados pelo tema:

Esquema de o escapamento/ regulador constante que cadencia o movimento da roda de escape 
http://www.relogiosdepulso.net/mecanicos/funcionamento-dos-relogios-mecanicos



Imagens e pesquisa Google

domingo, 27 de novembro de 2016

NASCEU BEATRIZ DA CONCEIÇÃO


Hoje passei em frente ao hotel Tivoli.


E daí? – dirão uns - Passam tantas pessoas...
E daí, digo eu, faz-me recordar sempre a Beatriz Costa. A que dizia de si própria “era, fui e serei sempre uma criança contente"; a “Menina da Franja Embaixadora dos Saloios”, irreverente, expressiva, comunicativa, talentosa, espontânea, popular; a actriz que ainda hoje todos conhecemos quer pelos filmes (a "Princesa do cinema português", como alguém lhe chamou), quer pelo teatro de Revista ou pelos livros que deixou escrito.




E daí? - outros poderão continuar a perguntar – O que tem a ver o hotel Tivoli com Beatriz Costa?


Caricatura de Américo da Silva Amarelhe (Porto/26.12.1892 – 03.04.1946/Lisboa)


A ‘Ti Bi’, como Américo Nunes e António Ferreira (funcionários do hotel desde muito novos) lhe chamavam, vivia ali como hóspede do quarto número 600 desde os anos 50. Segundo eles, “Tomava o pequeno-almoço no quarto e só depois descia e ficava no hall a ler e a escrever. Muitas vezes, jantava no restaurante Zodíaco que actualmente tem o seu nome. Comia muito pouco: uma sopinha; um chá com torradas… e dizia-nos para nas festas provarmos tudo, mas não comermos nada. Vivia aqui porque queria barulho e gente. Gostava muito de conviver e estava sempre a contar anedotas”.
Apadrinhava festas, casamentos e bailaricos.

E foi nas décadas de 70/80 que com ela "partilhei" o bar, o restaurante e o lobby, altura em pude usufruir, como cônjuge, das condições que os Laboratórios ofereciam quando ali organizaram muitas reuniões e congressos para alguns profissionais de saúde.

Bar, restaurante e lobby do hotel, antes das actuais remodelações


Nasceu Beatriz da Conceição, na Charneca do Milharado e faleceu a 15 de Abril de 1996 com 88 anos, no Hotel Tivoli, em Lisboa, onde viveu mais de quatro décadas."
Pediu para ficar sepultada na Malveira - a terra que adoptou como sua - donde podia "ver a serra, o sol e o comboio".

Segundo os empregados acima citados, Carlos do Carmo e Raul Solnado foram os únicos artistas que estiveram presentes... 
Enigmático, não?

Imagens Google

domingo, 13 de novembro de 2016

QUENTES E BOAS, QUENTINHAS!



"Em Dia de São Martinho, lume, castanho e vinho!"
E faz quarenta e dois anos o "menino" Paulinho.
Haverá um jantar ao som do cavaquinho
E um cardápio com castanhas feitinho.
Cada convidado levará, quando a caminho,
Bebidas, iguarias - sei lá - poucochinho
Pra acrescentar ao que prepara sozinho.


E assim foi, em casa, com ementa de surpresasque o meu amigo aniversariante celebrou o dia de São Martinho.
Por impedimentos vários, não estive lá.
E também não sei ainda qual o sucesso do inesperado. 
Mas o ambiente não terá sido sórdido, com certeza, como o da pintura naturalista de José Malhoa (1855 -1933) em ... 


"Festejando o São Martinho”


Fantasiando um hipotético repasto, rebuscado em blogs e sites da Internet, resolvi aqui partilhar a ideia com possíveis escolhas por alguns dos vinte e tal privilegiados. 

     Jerupiga
      Licor de castanha de Óbidos

 Adega - Blog Nuestramizade

 Sopa de castanhas - Blog asenhoradomonte
Pato com castanhas -  Restaurante Casa Velha, Coimbra

 Cogumelos, castanhas salteadas com coentros - Blog saboracasa
Lombo de porco assado com castanhas - receitasemenus.net

 Pão com castanhas e salpicão, aromatizado com alecrim- Blog flordesall
Bacalhau com queijo de ovelha e castanhas - Blog Brisa Marítima


Farofa de linhaça e castanha – Bolg vivomaissaudavel 
 Risoto de Castanha, Gengibre & Cogumelos Portoblelo Recheados com Nabiças-Blog Saboresexperienciaseaventuras

 Doce de castanha - Blog reidacolher
 Bolo cremoso de chocolate com banana e castanha - receitasnarede


Cestos de São Martinho - Blog saborintenso   
Mousse de castanhas e chocolate - Blog petiscos


 Biscottis com castanhas -Blog reidacolher
E, sempre, as castanhas assadas - vortexmag.net



"Único exemplo medieval sobrevivente na vila de Óbidos, a Capela de São Martinho é uma das mais atípicas construções góticas existentes no nosso país." Património Cultural - Nota Histórico-Artística



Será que São Martinho alguma vez comeu castanhas assadas?



terça-feira, 1 de novembro de 2016

31 DE OUTUBRO



Hoje, 31 de Outubro, é o dia das bruxas – das feiticeiras (aquelas que, supostamente, podem evocar forças ou seres sobrenaturais para prejudicar ou causar o mal a alguém ou prever o futuro) e das mulheres feias (por extensão).
Dicionário Online de Português.

“É o dia de pregar sustos e de brincar com os nossos medos; dos filmes que nos fazem dar saltos na cadeira, de tapar os olhos para não ver o que se passa na tela, dos que tiram o sono, dos que provocam medo de andar no escuro na nossa própria casa, dos típicos filmes de Halloween.
(DN).

São exemplos:
Repulsa (Roman Polanski, 1965), escolhido por João Lopes, crítico de cinema; Rosemary's Baby (Polanski 1968), seleccionado por José Ramos, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ou The Shining (Stanley Kubrick, 1980), indicado por Rui Pedro Tendinha, também crítico de cinema.

Sobre este último, diz o comentador que “o cineasta norte-americano provou que o que nos assusta mais é o mal que está dentro de nós. Um lado negro que suplanta fantasmas, monstros ou vampiros. Depois de ser atacado por aquele Jack Nicholson possuído, nunca mais fiquei o mesmo. Um corredor largo de hotel já não é só um corredor largo de um hotel. Um par de meninas gémeas nunca mais é só um par de meninas gémeas. Kubrick era tão genial que mudou o paradigma do filme que causa pesadelos. Pois, a verdade é que há pesadelos com requintes...”.


Eu, que também vi o filme, apesar de não ser um alvo fácil de impressões emocionais, ainda tenho presente a expressão de Jack Nicholson quando vociferava “Heeeere’s Johnny!” Pode considerar-se um clássico típico eterno. 



Stanley Hotel que inspirou Stephen King a escrever "O Iluminado", é oficialmente apontado como um dos hotéis mais assombrados dos Estados Unidos


A celebração tem duas origens que se foram confundindo ao longo da História Originalmente, não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, ("fim do Verão") celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e que marcava exactamente o fim do verão.
O primeiro registo do termo "Halloween" é de cerca de 1750 - contracção do termo escocês All Hallows' Eve, que significa véspera do Dia de Todos os Santos, data comemorativa do calendário cristão.
Wikipédia
A festa dos mortos era “uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seria ”o céu e a terra” (conceitos posteriores do cristianismo)”. Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. As festas eram presididas pelos sacerdotes druida, que actuavam como "médium" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar os antigos lares e guiar os familiares rumo ao outro mundo.
Mas como os vivos não queriam ser arrebatados, na noite do dia 31 de Outubro, apagavam as tochas e as fogueiras das casas para as tornarem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e desfilavam ruidosamente à volta do bairro, destruindo o mais possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir. 
Panati. 

Actualmente, o Halloween é mais uma tradição de cunho comercial. No dia 31 de Outubro as crianças saem para as ruas vestidas com fantasias, batendo na porta das casas, e dizendo a frase tradicional: “travessuras ou gostosuras”, para obterem doces. Entre os adultos, é comum decorar as casas e trocar presentes.

O Halloween foi difundido pelo mundo pelo cinema americano e é uma celebração que nada tem a ver com a cultura portuguesa. 

Quem o diz é Dom Nuno Brás, Bispo auxiliar de Lisboa: “são os professores nas escolas e jardins de infância que incentivam a celebração de uma festa que nada tem a ver com a nossa tradição cultural. A mim escandaliza-me um bocado que as próprias escolas católicas, ou que se dizem católicas, promovam estas festas"
Também para o juiz Pedro Vaz Patto, "é mais um exemplo da uniformização cultural que acaba por ser a americanização do mundo, uma influência que deve preocupar-nos porque a forma como no Halloween se encara a morte constitui até um empobrecimento em relação à nossa tradição cristã: há aqui um empobrecimento do ponto de vista espiritual, cultural, da festa de Todos-os-Santos, que é no fundo a festa da ressurreição, há aquela dimensão de esperança do cristianismo que se perde".
Até para os antropólogos, a cultura norte-americana está cada vez mais presente na vida dos brasileiros e outros, provocando um choque cultural. "É preciso estar atento aos exageros das chamadas trocas culturais", lembra.

Cores e alguns símbolos do Halloween:


Laranja, Preto, Roxo 

Abóbora, Vela, Caldeirão,Vassoura, Moedas, Bilhetes, Aranha, Morcegos, Sapo,Gato Preto...

Festejando o dia das Bruxas



Site de Imagens do dia 31 de outubro de 2016 - fotos em Mundopois nem só por acontecimentos de bruxedo se destacou.


Imagens Google e informação Internet