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sábado, 3 de fevereiro de 2018

DIZEM QUE HÁ MUNDOS LÁ FORA...


Say there is worlds there outside, worlds that i do not dream, i never see. But what does the whole world matter, if my world is all here?
Bily Cortez 

- Who speaks? Hear anyone?



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A BELEZA E O CAOS


Viver com o Parque Florestal de Monsanto ao lado, não pode deixar de ser considerado um privilégio, pois é o maior parque florestal urbano da Europa,  chamado “pulmão de Lisboa”. 
Situado em pleno coração da cidade, com 900 hectares de superfície, ocupa 1/8 da sua área total e, além de oferecer grandes potencialidades para o lazer (trilhos para a prática de BTT,  parques infantis, campos de futebol e de basquetebol, um parque de skate e vários parques de merendas), esta enorme mancha verde, interessante também pela variedade vegetal e animal, proporciona uma vista panorâmica muito atractiva sobre a cidade e o Tejo.

Diz-se que parece uma versão de Hampstead Heath de Londres, um parque também enorme procurado, igualmente, como área de lazer, pelos moradores do Norte da cidade, com uma colina donde se pode ver The City e os vários prédios famosos como o The Gherkin, The Shard e St. Paul's Cathedral. 

Verdade? Não conheço.


Imagens de Hampstead Heath 

A Serra de Monsanto é habitada desde tempos pré-históricos e a floresta original terá começado a ser destruída quando a cidade de Lisboa iniciou o seu desenvolvimento.
O Parque mantém em vigor um Plano de Gestão Florestal, elaborado em 2010 e aprovado pela Autoridade Florestal Nacional em 2012, onde estão caracterizados todos os aspectos geográficos assim como os programas e critérios de intervenção. 
Fonte: Câmara Municipal de Lisboa

Porém, não foi a proximidade nem o lazer que agora me despertaram o interesse para falar de Monsanto. 

Fica, todavia, um documentário excelente sobre, apenas, a biodiversidade que ocorre no Parque Florestal de Monsanto com o "intuito pedagógico e de sensibilização ambiental"


Enquanto esperava pela minha vez no dentista, deparei-me com a história contada na primeira pessoa por Rui Miguel Abreu, numa crónica publicada na revista “Blitz” em 2013, sobre o Restaurante Panorâmico de Monsanto, edifício abandonado que, durante muitos anos, foi a “jóia da cidade”, um dos mais luxuosos da capital. 
E, rapidamente, a memória foi preenchendo as já várias lacunas da não mais vivida experiência nos anos 60, quando o restaurante foi importante em Lisboa.

Com um formato circular, situado no Alto da Serafina, a 205 metros de altitude, tinha sete mil metros quadrados de superfície, acesso subterrâneo para o que outrora foi uma óptima garagem e uma vista singular de Lisboa. O espaço, que  abriu em 1968, recebeu figuras famosas (David Bowie) e de estado, durante décadas.

Sem terraços nem esplanadas, ostentava murais, azulejos e painéis construídos por Luís Dourdil, Manuela Madureira e tinha uma das laterais coberta por largas janelas donde se podia desfrutar um extenso e deslumbrante panorama.








Muitas vezes, frequentamos os lugares de acordo com as preferências do grupo de pessoas que faz parte da nossa convivência.


Até que de repente tudo mudou.

Eu parti para outros convívios e o restaurante, por sua vez, também foi “obrigado” a transformar-se (jamais me teria ocorrido) em discoteca, bingo, escritório de uma empresa de filmagens e armazém de materiais de construção civil, até fechar definitivamente em 2001. 
A partir daí, a degradação foi demasiado rápida - vidros partidos, grafites, entulho, lixo e alguns painéis que ainda restam.(?)



Em entrevista ao canal de televisão, Manuel Salgado, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, disse que “Todos os ensaios que se fizeram de utilização deste edifício até hoje não resultaram. E não resultaram porque o edifício está isolado, está longe, é difícil chegar aqui.”

Por aqui andaram também Helena Roseta e José Sá Fernandes…




Ter conhecido o antigo Restaurante Panorâmico de Monsanto, em Lisboa e vê-lo agora destruído e entregue a actos de vandalismo, é como viajar há muito no tempo! No último piso do edifício abarca-se uma Lisboa a 360 º, inesquecível (a beleza e o caos).

Ver mais em:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013-12-20-Restaurante-Panoramico-de-Monsanto-a-degradar-se-ha-mais-de-10-anos

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E CHEGOU UM NOVO ANO...



Com a chegada de um novo ano há sempre uma  grande diversidade de frases e mensagens de felicitações, de encorajamento e de outras do género que são ditas pela maioria das pessoas. Faz parte da tradição. Porém, como o pensamento continua a não poder medir-se com a linguagem, apenas poderá ser compreensível sob o ponto de vista emocional e de fé mas não numa perspectiva racional, empírica e até mesmo cristã.   
Aos que tiveram um bom ano, o optimismo ajuda a entrar com confiança, na expectativa de que o próximo continue a ter a mesma orientação. Já para os que conheceram muitas dificuldades, recebem uma nova chance de deixar os problemas no passado e de renovar a esperança para um futuro melhor, embora não seja uma tarefa fácil acreditar numa provável positividade.
Apesar de todo o homem ter talentos, “uns governam o mundo, outros são o mundo”.

primeiro postal de Natal foi ilustrado com desenhos feitos à mão, representando imagens de adultos e crianças a levantar os seus copos de vinho num brinde. Tinha alguns símbolos religiosos como ramos de azevinho que representavam a castidade e a hera que simbolizava locais por onde Jesus terá passado. A mensagem escrita dizia "Um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo para si".
Foi John Calcott Horsley que, a pedido de Sir Henry Col sem tempo para escrever mensagens pessoais na quadra natalícia no ano de 1843, projectou um cartão para "poder ser enviado imediatamente".
Antes disso, as pessoas costumavam enviar um apontamento pessoal a desejar um Feliz Natal, assim como para felicitar nascimentos e bom ano novo.

O primeiro postal de Natal 

Além das tradicionais mensagens, há outras bem optimistas (Portugal) que se mantêm como a de se comerem 12 passas na passagem da meia-noite, com o objectivo de obter sorte para os 12 meses do novo ano... Ou o ritual de bater tampas de panelas à janela (mais comum no sul do país)  para afugentar tudo o que de mau se passou no ano anterior. Atirar coisas velhas pela janela, foi, durante anos, um acto simbólico de renovação.
Segundo os antigos rituais pagãos, quanto maior for o barulho, mais eficaz será a forma de afastar o mal - daí os apitos/ buzinas e o fogo-de-artifício que, além do espectáculo visual, produz uma mistura de sons que ecoam ao longo de  quilómetros de distância. 

Os fogos de artifício existem desde há alguns milhares de anos antes de Cristo, quando se descobriu que pedaços de bambus, ainda verdes, explodiam ao serem colocados na fogueira. O fenómeno acontece porque o bambu ao crescer muito depressa forma, dentro dele, bolsas de ar e de seiva que, quando aquecidas, incham e explodem.
Mais de 2000 anos depois, os bambus ocos passaram a ser recheados com o conhecido "fogo químico" donde resultou um ruído muito maior.
O conhecimento da pirotecnia, difundido na China e na Índia durante séculos, foi trazido para a Europa pelos árabes e gregos.
Wikipédia

Foguete chinês


“Porque todos os dias valem a pena”, é a minha mensagem para sublinhar este primeiro dia de Ano Novo.

Acrescento também uma das "66 mais belas mensagens da internet".[1] que, embora eu não a partilhe, admiro quem assim queria ser. 


26 ª Mensagem

Queria ser.
(Anónimo)

Amanhecer: Para fazer um dia a mais de felicidade na Terra.
Amor: Para unir as pessoas e lhes dizer que sou apenas uma delas!
Canto: Para alegrar os que vivem na tristeza.
Chuva: Para correr toda a terra e molhar os campos devastados e secos.
Dor: Para amargar no peito dos infiéis.
Flor: Para enfeitar os jardins no outono.
Força: Para fugir dos que a utilizam para o mal.
Grito: Para gritar a dor dos que sofrem em silêncio.
Lágrima: Para fazer chorar os corações insensíveis.
Luar: Para brilhar na noite dos amores incompreendidos.
Luz: Para iluminar os que vivem na escuridão.
Noite: Para acalentar os que lutam durante o dia.
Olhos: Para fazer enxergar os cegos de verdade.
Silêncio: Para fazer calar as vozes que atordoam o coração do homem.
Sino: Para repicar nos Natais dos que possuem recordações  amargas.
Sol: Para fazer brilhar os que não têm lua.
Sonho: Para colorir o sono dos realistas petrificados.
Sorriso: Para encantar os lábios dos amargurados.
Vida: Para fazer nascer os que estão morrendo.
Veículo: Para trazer de volta os que partiram deixando saudades.
Voz: Para fazer falar os que sempre se calaram.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"CABO ESPICHEL – EM TERRAS DE UM MUNDO PERDIDO"


Aqui por casa, alguns de nós, decidiram partilhar a tarde de Natal com o Atlântico. Nada como o mar para experimentar simultaneamente uma sensação de libertação, de tranquilidade, de harmonia, de Renovação.
As nuvens, induzidas pelos movimentos verticais do ar, mantinham suspensas as partículas de água que mais tarde acabariam por se transformar em chuva e o Sol, assim mascarado, fingia não se importar com os muito ou menos curiosos que visitavam o Cabo Espichel.
O cenário natural é único, deslumbrante, quase místico. Toda a envolvente com a natureza e a impressionante edificação arquitectónica transmitem uma força de afastamento no tempo que nos leva a apreciar acontecimentos seculares.

De antigo lugar de peregrinação passou ao hoje chamado "miradouro dos deuses" – ponto em que os deuses se ligam aos homens, o “fim da terra e o princípio do mistério do mar”.

Para muitos dos actuais romeiros, com o Mosteiro de janelas emparedadas a tijolo e cimento nos antigos albergues para peregrinos, roulottes e tendas tipo feira, à entrada, para venda de uma mescla de objectos vários, bifanas e farturas (função da ASAE ?), pouco mais significará do que um curto e agradável passeio “domingueiro” registado com lindíssimas fotos.

Porém, no belo promontório poderá desfrutar-se, além da paisagem/ mar e céu infinitos, a vista espectacular da Vila de Sesimbra, a Baía dos lagosteiros e da serra de Sintra até Lisboa, a presença do Farol ( donde se vê, dizem, um por-do-sol magnifico), a Casa da Água recentemente reabilitada, um Santuário, uma Igreja, uma Capela (antigo lugar de peregrinação) e, na escarpa (Pedra Mua), as pouco referidas pegadas de Dinossauros que por ali passaram há cerca de 145 milhões de anos, final do período Jurássico, que o povo atribui à mula de Nossa Senhora.
A lenda aparece contada nos azulejos da Ermida da Memória, em banda desenhada setecentista, numa versão composta das duas tradições e lendas -  a da subida da Virgem e das pegadas da mula, narrada por Frei Agostinho de Santa Maria e a dos dois anciãos que descobriram a imagem, narrada por Cláudio da Conceição. 
Desta lenda surgiu o verso popular:
O velho de Alcabideche
E a velha da Caparica
Foram à Rocha do Cabo,
Acharam prenda tão rica!
Público

Acredita-se que o culto de Nossa Senhora do Cabo vem de tempos longínquos e que o Cabo Espichel foi centro de peregrinações.



Com a Costa do Estoril em frente...

O conjunto arquitectónico do Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua, implantado no extremo do Cabo Espichel (apresentando estilos diversos) foi edificado a partir do culto de Nossa Senhora do Cabo e da quatrocentista Ermida da Memória, no século XVIII por ordem de Dom Pedro II e de Dom José.
Dele fazem também parte  a Igreja Seiscentista de Nossa Senhora do Cabo, em estilo chão ( 1701-1707) duas alas rústicas de "hospedarias"
(construídas após 1715 e ampliadas entre 1745-1760 devido à utilização de grande quantidade de círios ), um aqueduto que termina na "Casa da Água" (1770) e a Casa da ópera ( finais de oitocentos) em ruínas.





A Casa da Água - Antes e depois (quanto a mim, descaracterizada)


 Casa da ópera em ruínas.

A Ermida da Memória, sobranceira às escarpas, situa-se a poente da igreja e das hospedarias, local onde a tradição diz ter aparecido a Virgem.


O conjunto arquitectónico foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto nº 37.728 de 5 de Janeiro de 1950 e Zona Especial de Protecção, pela portaria de 29 de Novembro de 1963.

Saborear uns petiscos na Vila de Sesimbra, seria a etapa seguinte.

Sesimbra tem boas estruturas turísticas, sobretudo na área da restauração. Há bares, cafés, pastelarias e restaurantes ao longo de toda a sua linha de praias que oferecem grande variedade e qualidade de pratos de peixe, desde saborosas caldeiradas a fresquíssimos mariscos.  

Mas no dia de Natal as portas não se abriram aos forasteiros.

Assim, as praias da Vila, de acesso fácil, puderam exibir a sua  limpíssima areia, permanentemente lavada pela água fria e transparente do mar, rejeitando ser latrina dos excrementos de cães passantes.

E a tarde, não muito acolhedora, iria terminar com o Sol a deixar de aparecer no horizonte, visto da praia.



O post, porém, vou terminá-lo com "Cabo Espichel – Em Terras de um Mundo Perdido", de Carlos Sargedas, com o qual obteve a distinção de melhor documentário estrangeiro no festival Hollywood International Independent Documentary, um certame que premeia mensal e trimestralmente produções documentais.

O documentário mostra todo o património histórico e edificado, passando pela História e mergulhando até profundidades de cerca de 50 metros, assim como a fauna e flora endémica ou a geologia com o foco nos dinossauros, cujas pegadas são únicas em Sesimbra.
Bruno Simões Castanheira

Uma viagem no tempo e na história.


“O documentário custou uma pequena fortuna”, apesar de "espeleólogos, especialistas de dinossauros, directores de museus - Coches, História Natural, Arte Antiga, Geológico - amigos e profissionais da sétima arte terem trabalhado graciosamente, pois filmar debaixo de água a grande profundidade envolve grandes dificuldades e uma equipa especializada. Além de barcos, equipamentos para filmar em altas pressões, iluminação, aluguer de helicópteros, drones ou uma equipa de imagem dos Estados Unidos e da BBC - para tratar as imagens dos dinossauros" 

A este prémio têm-se juntado outros pelo mundo fora (20 prémios internacionais). 

O Cabo Espichel – Em Terras de um Mundo Perdido venceu a Melhor Realização na 7ª edição do SilaFest na Sérvia, Melhor Documentário no 49º Festival Internacional de Cine-Tourism de Karlovy Vary(na República Checa), a Palma de Prata no Festival Internacional de Cinema do México e Melhor Documentário Estrangeiro no Near Nazareth Festival em Israel.
Em relação a Portugal o realizador manifesta-se frustrado: “enviei para alguns dos principais festivais de documentário em Portugal e nem sequer passou na admissão, senti frustração”.


O Documentário em DVD vem incluído num livro com o mesmo nome, com mais de 200 páginas e já em 2 ª edição.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

HALLELUJAH’



Taryn Jurgensen patinando para "Aleluia" de Alexandra Burke, coreografada por Karen Kwan-Oppegard, foi a vencedora do Troféu Funakoshi no 2010 Los Angeles Showcase, Burbank, Califórnia.
Segundo referências feitas pela crítica, a plateia emocionou-se com a beleza da composição musical, sublimada pelos movimentos de vida, de liberdade e de grandeza de Taryn Jurgensen

Hallelujah é uma música composta por Leonard Cohen que foi lançada no álbum Various Positions em 1984. Posteriormente gravada por Jeff Buckley em 1994, ficou conhecida como uma das versões mais bonitas da música de Cohen.

Sendo a época natalícia, também para muitos, uma das mais bonitas do ano, fica hallelujah’, música sobre fé e espiritualidade, incorporando o que de belo nela existe, na magnífica interpretação de Taryn Jurgensen...






... E o narrador em primeira pessoa que se dirige a um destinatário acompanhado de um coro a entoar Hallelujah, na versão original. 
O narrador questiona o destinatário que parece ser o detentor dos dogmas religiosos, mas que não possui muita fé.

  


domingo, 17 de dezembro de 2017

AS AMIGAS DE LONGA DATA


As amigas de longa data que tivemos a sorte de escolher através da vida, são os melhores presentes que poderíamos ter recebido - há um mútuo conhecimento participativo, desinteressado e sempre presente.

E velhas amigas só existem entre as que conseguiram envelhecer, como eu. Algumas encontram-se frequentemente, outras de vez em quando e outras ainda, só passados anos. Todavia, nada tem mudado; elas estão sempre lá e eu estarei sempre cá.

O telefone e o email, quando a presença se torna inviável, são o grande elo de ligação.

Mas ultimamente, se por qualquer motivo os espaços se protelam, quando se “chega”, é surpresa. 
As coisas, porque a juventude ficou para trás há muitos anos, acontecem com demasiada rapidez.




- Olá L., estamos vivas, que bom!
- Sim, quem fala?
- Ora, ora.
- É a Leninha?
- Não, é outra “inha”!
- Ah! É a Trezinha…
- Pois hoje também não parece a mesma L. de sempre. Que se passa?
- Sim, estou com uma enorme ciática. Deixei de poder viajar e vivo muito sozinha.

Mas conversa puxa conversa e no final lá tinha regressado a antiga L.


Como a época convida aproximação, resolvi telefonar também à M.C. que tem estado “incomunicável “ desde há algum tempo.

- Olá M., afinal o telemóvel tem feedback!
- É a Tijuca?
- Por onde tem andado, que ninguém a vê?
- Sabe lá… estou na Casa de Saúde de … Sentia-me muito cansada e fui ao dr…que me operou à aorta
- ?
- !
- Tem sabido da M. M.?
- Veio ver-me com o filho, o meu afilhado. Mas está a ficar muito “taralhoca”. A nora diz que o médico lhes disse que tem um envelhecimento precoce das células cerebrais (Alzheimer).


Já agora vou também telefonar à A. (amizade menos longínqua) que me pareceu estar a olhar para as montras "sem as ver" quando, há dias, a encontrei num intervalo de almoço.

- Olá, A. Já é tarde, mas como estou aqui a ver entrar emails seus, só quero perguntar pela sua I.
- Linda e com sono
- Está tudo bem consigo?
- Havemos de encontrar-nos e depois falamos. Isto não vai nada bem e não sei mesmo quanto tempo vai durar... Viver ao lado da sogra é muito negativo. 


Céus! Como é que em tão pouco tempo tanta coisa mudou?

Claro! Mudou porque no final da caminhada, embora o envelhecimento não seja uma doença, é um factor de risco para muitas condições diferentes. Não há nenhuma garantia de que se vai sofrer de uma doença relacionada com a idade, mas as hipóteses são maiores. O tempo passa para todos, embora não seja igual para ninguém. A lógica nem sempre explica tudo...

Sinto que ainda devia animar a voz quase inaudível da I.M. que se enclausurou numa casa de repouso com o marido (alzheimer) porque não quer "deixá-lo sozinho" e à R.M. que, num ápice, ficou viúva muito recentemente. Mas, perante os desagradáveis imprevistos (que panorama!), resolvi ficar por aqui.  

A melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada. De terminar com ela, também.
Óscar Wilde

Não direi que hoje dei gargalhadas mas deixei as minhas interlocutoras bastante mais bem-dispostas. Valeu a pena.



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O DIA 12 DE DEZEMBRO


Todos os dias são dias de efemérides.


Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017:
Portugal arrasa nos Óscares do Turismo - é o melhor destino turístico do mundo com seis prémios mundiais. Segundo Ana Mendes Godinho, que foi ao Vietname para a cerimónia anual dos World Travel Awards, "nem tinha mãos para segurar tantos prémios".


A poinsétia, flor de Natal ou estrela de Natal é uma flor mexicana que floresce no solstício de inverno, coincidindo com o Natal e serve de decoração natalícia já desde o século XVI. É uma planta de interior que também pode ser plantada no exterior e as folhas largas definem - se por várias cores. Foi introduzida nos Estados Unidos em 1825 por Joel Roberts Poinsett, primeiro embaixador americano no México, falecido a 12 de Dezembro de 1851. O nome da planta deriva, pois, do nome do embaixador e a data comemora-se em sua homenagem




Frutas loucas Pintado por ImShampoo a 12 de Dezembro do 2012



Este foi também o dia em que nasceu Francis Albert "Frank" Sinatra, cantor, actor e produtor americano, um dos mais populares e influentes artistas musicais do século 20 (12 de Dezembro de 1915 – Maio de 1998). 
Abaixo, três Tenores - Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras gravam My Way, com Frank Sinatra na plateia.



Muitas outras coisas aconteceram, claro, como o nascimento de Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa (12 de Dezembro de 1948), Presidente da República Portuguesa que comemora hoje o seu 71 º aniversário...



... e o de uma ROSA, a pequena Carolina, que também escolheu a magia do Outono para nascer (12 de Dezembro de 2017), não  entre o aplauso das estrelas mais belas porque as quatro horas da noite escura se divertiram a mergulhá-las num traquino horizonte de Inverno, mas repleto de paz e de um protegido perfume de jasmim.


 Alex Greenshpun Photography