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quarta-feira, 24 de abril de 2013

FACETAS DA "CIDADE DA LUZ BRANCA"


 NOBRE, GlORIOSA, ERUDITA, FASHIONABLE, MÍSTICA


Vista panorâmica de Lisboa
Azulejos - Vista de Lisboa

Actualmente, “exportar” Lisboa não será muito difícil na medida em que é o próprio estrangeiro a dar crédito ao ELOGIO.
Com uma área aproximada de 8.744 hectares e construída sobre sete colinas - Castelo, Graça, Monte, Penha de França, S. Pedro de Alcântara, Santa Catarina e Estrela – limita-se à margem norte pelo grandioso Rio Tejo.
A história da cidade encontra-se desenhada pelas memórias das muitas culturas que a povoaram - cartagineses, fenícios, gregos, romanos e árabes. No ano de 1147, foi conquistada por D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

LISBOA é cidade de luz, sol, fado, colinas, monumentos e muita história.


Castelo de S. Jorge, Capela de S. Jerónimo (onde casei), túmulo de Vasco da Gama, Baixa Pombalina, Mosteiro de S. Pedro de Alcântara, Igreja de Santo António

Possui um clima atlântico, com algumas influências mediterrâneas - a amplitude térmica raramente é muito elevada. No Verão, a temperatura média de Lisboa é de 21 graus centígrados, no Outono de 16,7, na Primavera de 14,5 e no Inverno 10. 
Conhecida como cidade brancagraças à luminosidade única que emana é, "no espaço europeu, uma cidade de história e de futuro, aberta à inovação, ao investimento e ao estreitamento dos laços económicos e culturais com todo o mundo.

Tem relações empresariais e culturais privilegiadas com os sete países que partilham a língua portuguesa e cultiva relações comerciais históricas com os mercados da América Latina, Estados Unidos e Canadá, Mundo Árabe e região do Magrebe.



Poossui universidades e investigadores de extrema qualidade no sector da secursos humanos qualificados, flexíveis, criativos e multilingues, dos mais competitivos da União Europeia e com um custo médio por hora de cerca de metade do praticado na União Europeia.
Segundo a International Congress and Convention Association, Lisboa tem sido a 10ª cidade mundial mais procurada para eventos empresariais porque "alia infraestruturas modernas de serviços com uma oferta diversificada de lazer a custos altamente competitivos."

É a capital do país europeu com a maior zona económica exclusiva, onde está sediada a Agência Europeia de Segurança Marítima.


Condomínio Oriente e Agência Marítima
Em 2009 destacou-se nas três categorias nomeadas, arrecadando os prémios de "Melhor Destino Europeu", "Melhor Destino City- Break Europeu" e "Melhor Destino de Cruzeiro Europeu".



As principais conclusões de um inquérito a 75 000 mil turistas,  recentemente publicado, apontam Lisboa entre 40 destinos, como cidade com a melhor relação qualidade-preço do mundo e os lisboetas como melhores anfitriões da Europa, sendo apenas ultrapassados por Cancun e Tóquio.

 (Portugal é o 7º país mais seguro do mundo segundo o Global Peace Índex)

Lisboa é o segundo melhor destino europeu

Guia - viagens - “Lisboa foi a segunda cidade europeia mais votada no concurso “Melhor Destino Europeu 2013”, realizado anualmente pela European Consumers Choice, uma organização sem fins lucrativos sediada em Bruxelas, na Bélgica e que vai só na sua quarta edição.
As votações online estiveram disponíveis durante três semanas e bateram um recorde ao alcançarem os 226 mil votos.



Lonely Planet Traveller Magazine - Lisboa ocupa a 2ª posição da classificação, com 15% das preferências, deixando para trás cidades como Barcelona, Londres e Berlim.
Na página onde foram anunciados os resultados da votação pode ler-se que os leitores destacaram a qualidade e variedade da oferta proporcionada pela capital, caracterizando-a como “uma cidade de contrastes” em que o "bom tempo e os dias compridos são um convite irresistível para descobrir e experimentar a cidade num ritmo descontraído, passeando pelas suas Sete Colinas, repletas de miradouros (…) de onde se podem admirar panorâmicas magnificas da capital portuguesa, também conhecida como a Cidade da Luz Branca”.

                                                       Miradoiro de Santa Luzia

European Best Destinations 2013 - Refere que a cidade de Lisboa foi eleita o segundo "melhor destino europeu"para visitar, ficando à frente de Viena, Barcelona, Amsterdão, Madrid, Valeta, Nice, Milão e Estocolmo, só ultrapassada por Istambul.


No texto de apresentação à "cidade iluminada pelo sol e pelo Rio Tejo", também conhecida por “cidade da luz branca, destaca a arquitectura, os monumentos, a gastronomia, os jardins, as esplanadas, as praias, a prática de golfe, o bom tempo e os dias longos, os miradoiros da Graça, Senhora do Monte, Santa Luzia, São Jorge, Castelo, Santa Catarina e São Pedro de Alcântara.

Praia do Guincho e campo de golfe do Estoril

Lisboa é uma cidade "onde pode viver em grande"

BBC Travel - Num artigo “Cinco cidades onde pode viver em grande por pouco”, Lisboa surge como uma das cinco cidades do mundo que apresentam uma melhor relação entre custo e qualidade de vida, em alternativa às 140 cidades com um custo de vida mais alto.
 A capital portuguesa é comparada à cidade norte-americana de São Francisco que "partilha em número as qualidades topográficas e visuais" com destaque para a Ponte 25 de Abril/Golden Gate, a pitoresca localização à beira-mar, as sete colinas com fascinantes vistas panorâmicas, as ruas íngremes e os elétricos amarelos/ ”gémeos”.
Na “ arte urbana” o Bairro Alto, à semelhança do Bairro Mission,  dá vida à zona, com paredes e edifícios coloridos, murais e grafitis, "numa emergência marcante da subcultura artística livre para que todos a apreciem."
E em relação ao preço de consumidor, Lisboa é 45% mais barata do que São Francisco.

Eléctricos de São Francisco e de Lisboa
Ponte 25 de Abril e Golden Gate

Lisboa, um destino que se pode visitar em qualquer altura

Daily Telegraph - Num artigo intitulado "As atrações de Lisboa: o que ver e fazer na Primavera", o jornalista britânico Guyan Mitra refere Lisboa como um destino que se pode visitar em qualquer altura do ano porque "nunca faz demasiado frio ou demasiado calor”, e que, “tendo como pano de fundo o sempre presente oceano Atlântico, a delicada cidade beijada pelo sol vive numa espécie de conto de fadas latino" onde ainda há "costumes e tradições antigas”. 
Sugere diversos lugares e eventos a não perder na capital portuguesa e entre eles recomenda a Feira Internacional Arte Lisboa, o festival de cinema IndieLisboa, a Feira do Livro, o festival Rock in Rio e as touradas do Campo Pequeno “onde a tradição portuguesa não permite matar o touro na praça”.
Considera o “charmosoBairro Alto Hotel, o “divertido” Hotel Florida, o LX Boutique à beira do rio, o contemporâneo Jerónimos 8 e o “incontornável” Lapa Palace.
Como admirador de Lisboa, que visita desde os 17 anos, o colaborador do Daily Telegraph considera que a cidade faz um "casamento mais perfeito entre a praia e a cidade do que qualquer outro destino", incluindo o Rio de Janeiro.



AUTÊNTICA, DESCUIDADA, TRISTE, CADUCA, FEIA

LISBOA, além de continuar a ser cidade de luz, sol, fado, colinas, monumentos e muita história, para a maioria dos lisboetas, é uma cidade feia, nauseabunda, pestilenta, suja, caótica, ruidosa, insegura, com elevados índices de poluição atmosférica, descaracterizada, desorganizada e triste, de pessoas tristes - “capital de um império decadente, ocidental praia lusitana/esgoto da Europa” (Vera Véritas).

A degradação dos edifícios e o elevado custo do metro quadrado expulsam os habitantes jovens e convertem a capital portuguesa numa cidade cada vez mais despovoada, sobretudo ao fim da tarde, em certas zonas. Só os estudantes que veem todos os anos ao abrigo do programa Erasmus parecem contribuir para um pouco de vida.



O coração de Lisboa está envelhecido. No centro histórico, nos bairros antigos como o Chiado, a Baixa, Alfama, a Graça ou Alcântara abundam as casas desocupadas e a desertificação. É uma imagem que se repete até em zonas mais caras. Entre lojas de luxo, hotéis, bancos e empresas multinacionais espreitam edifícios em avançado estado de degradação.
 As casas devolutas estão podres - um perigo para os transeuntes - entregues a senhorios que nada fazem para as recuperar porque as rendas são insignificantes ou a proprietários que esperam vender os terrenos por preços elevados.



Os jardins e a maioria dos espaços verdes, exceptuando o civilizado Parque das Nações e o de Belém, estão degradados, cheios de pessoas sem-abrigo, ébrios e dejectos de cães, impróprios para crianças ou para passear.



O trânsito é caótico e a circulação no Marquês de Pombal, um pesadelo. Os carros circulam a grande velocidade (quantos atropelamentos!) e invadem os passeios e as artérias principais em estacionamento ilegal com a importuna colaboração dos imensos arrumadores. Os peões não conseguem andar na cidade.
Os transportes públicos são insuficientes.



bicicletas a circular nos corredores dos autocarros.



Os buracos nos asfaltos e passeios das ruas de Lisboa são contínuos e causadores de imensos acidentes.
Muros, fachadas, quiosques, paragens de autocarros, postes vários, cabines, portas, tabuletas, placas toponímicas, estão infestados de grafitos sem qualquer espécie de arte, contribuindo para a poluição visual da cidade.



Com a proliferação da pobreza, aumentou o número de mendigos em locais como esplanadas, superfícies comerciais, ruas, salas de espera dos hospitais, portas de casa, etc.
A recolha do lixo em dias irregulares, deixa a cidade cada vez mais suja e desleixada.



O espaço público é abusiva e gratuitamente ocupado por toda a espécie de prevaricadores desde cargas e descargas em qualquer local e a qualquer hora do dia ou da noite.

A Administração do Porto de Lisboa, dona da margem norte do rio, continua a amontoar caixotes (contentores) e a separar os lisboetas do Tejo.


obras que se arrastam interminavelmente perante a total complacência da Câmara Municipal, dificultando o trânsito.



Deste ponto de vista, Lisboa, desde a Baixa ao Chiado, passando pelas Avenidas Novas, está vandalizada, sem qualidade de vida, onde tudo foi sacrificado ao automóvel. 

Não há espaços de cultura e de bem-estar, lugar para peões, crianças, velhos e deficientes - para os que não frequentam a Lisboa descrita na primeira faceta.



A própria Administração autárquica é o reflexo de toda esta política de abandono e de envolvimento com os grandes e poderosos interesses instalados.

"A gestão de António Costa na Câmara de Lisboa constitui a maior calamidade que aconteceu nesta cidade desde o terramoto de 1755" (Luís Menezes Leitão)


Eça de Queirós no livro Os Maias publicado em 1988 nos mostra um País, sobretudo Lisboa, incapaz de se regenerar:
Os políticos são mesquinhos, ignorantes ou corruptos (…); os homens das Letras são boémios e dissolutos, retrógradas ou distantes da realidade concreta (…); os jornalistas boémios e venais (…); os homens do desporto não conseguem organizar uma corrida de cavalos, pois não há hipódromo à altura, nem cavalos, nem cavaleiros, as pessoas não vestem como o evento exigia, as senhoras traziam vestidos de missa".



Imagens Google

sábado, 20 de abril de 2013

FRAGRÂNCIAS DO ALGARVE



A 2 km do centro histórico de Lagos e a 1 km da Praia de Porto de Mós “convivi” durante alguns momentos matinais com o sol a espreitar através das grades brancas da varanda do quarto dum pequeno hotel.
Sentada numa das duas cadeiras ali disponíveis e com os cotovelos apoiados na mesa redonda dava, como hóspede/anfitriã, as boas vindas à gradual mas rápida progressão da claridade.
A roda do tempo, repartindo sombras e luz, fazia despedir a noite num instante desvelando as vaidosas chaminés algarvias e as folhas das palmeiras de pequeno porte e bonita copa larga do jardim circundante - a luz do Algarve é tão intensamente invulgar que impede o crescimento normal de algumas espécies de palmeiras importadas.



Como em todas as áreas urbanas (talvez agora mais nas rurais), a alegria dos pardais saltitantes em permanentes chilreios desafinados, ajudava a despertador os mais dorminhocos.
E o pequeno-almoço, servido em bufete, tinha como primeiros apreciadores os ainda poucos turistas em família que, disciplinados, aguardavam que a porta do restaurante abrisse enquanto a piscina, ali mesmo ou as praias mais próximas torciam pela comparência.


Segundo alguns etnógrafos e historiadores, a chaminé algarvia é uma reminiscência do minarete árabe.
Cilíndrica ou prismática, quadrada ou rectangular, simples ou elaborada, é um símbolo da região. Tradicionalmente branca mas também ocre ou azul, possui um rendilhado arquitetónico personificado ou representa miniaturas de torres de relógios e casas. O afunilamento do fumeiro, designado por “capelo”, remata no “chapéu” decorado com pequenas peças cerâmicas de motivos geométricos e aberturas circundantes para a saída do fumo.
Na prática, além de elemento ornamental, servia para marcar a presença de pessoas, o estado do tempo e assinalar a data da construção da casa.
Algumas são seculares, prova de perícia do pedreiro e motivo de orgulho do proprietário.
No campo existem duas chaminés - uma sobre a "casa do forno" onde se costumava comer e outra na cozinha, a rendilhada, que era utilizada para festas e visitas.




As casas algarvias, além de ostentarem as famosas chaminés, são quase todas pintadas de branco. Nos telhados de telha mourisca ou de meia cana ligeiramente cónica, existem açoteias (terraços) protegidas por platibandas decorativas que servem para apanhar o ar fresco nas noites de verão, secar figos e amêndoas.


Os pardais do Algave, como todos os pardais-comuns do globo, não são aves excepcionalmente bonitas nem têm um canto muito melodioso. 
Constroem os  ninhos em fendas de edifícios, semáforos, beirais, buracos de árvores; são grandes, cuidados por dentro mas de aspecto desleixado por fora. Porem, como gostam pouco de trabalhar, não se inibem de parasitar os ninhos de outros pássaros onde, frequetemente, colocam os seus 4 ou 5 ovos.




Entre outras características, o macho tem uma coroa escura e um bibe preto alargado no peito; a fêmea, além de mais clara, tem uma lista supraciliar.
São considerados inteligentes, desconfiados e sensíveis aos temporais. Como aves também granívoras, destroem plantações de cereais e pomares, sobretudo quando se juntam, ao entardecer,  em grandes bandos barulhentos.

"Os leões não se entretêm a caçar pardais"...

Na minha aldeia faziam-se uns palhaços de trapos semelhantes a estes para os afugentar dos campos.



Descrição do pardal com "ELEVADO NÍVEL LITERÁRIO" neste site BRASILEIRO :

(...)
Ele não é nem nunca foi natural das matas brasileiras, como  amagestade  os  sabiás ou  canários mas sim, foi introduzido sem lubrificante pelos portugas, que com sua inteligência que lhes é característica, não acharam que pudesse causar algum desequilíbrio, mas o fato é que eles causam desequilíbrio, ainda que não seja dos mais graves.
(… )
Sim, eles até poderiam não causar problemas em sua terra natalícia, mas assim que aqui chegaram vêm prejudicando a fauna dos passarinhos brazucas, e isso ajuda a diminuir o número de pássaros nativos, já que há menos lugares para os ninhos deles, melhor dizendo, há lugar de sobra, mas assim que um pardal nota, já parte pra porrada e chispa com ele da, num processo malacabado de usucapião, mas sem qualquer sombra de justiça.
(… )

Eles são encardidos por natureza mas acabam por ficar mais encardidos ainda uma vez que não ligam em nada para os problemas da urbe como poluição e tal, que os demais passarinhos costumam não gostar, e os pardais também convivem bem com os humanos, que ainda os protegem sem saber da desgraça que estão ajudando a aumentar...bem nós brasileiros somos decendentes de portugas...eles são pequenos mas bem maiores do que os beija-flores, tem um olhar de que quer matar quem os olha...mas, nem sei porque estou descrevendo tanto, você já deve ter visto dúzias e dúzias deles, muito mais do que os pássaros brasileiros... pra tu ver como eles são fia da mãe.
(…)
Essa junção de ares pretenciosamente copiados dos gaviões, mais a territorialidade dos pavões mais o encardido dos ratos de esgoto, mais essa coisa de viver bem na poluição, tipo mariposas é a soma que dá em pardal: o invasor imprestável.


Um pardal exterminado pela população para que não acordasse o povo cedo e não entrasse nas suas varandas. (blog de Telma Lobão)