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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SEM ADRIANE...




LABIRINTO - disposição complicada de caminhos, ruas e travessas, curvas e contra-curvas, passagens e divisões, entrelaçados, de difícil saída – lugar por onde se sai com mais ou menos dificuldade – obstáculo complexo que alguns encontram, outros não – resposta negativa para muitos personagens em que a história de busca incessante dos seus objectivos se transforma num beco sitiado – bloqueado pelos proprietários da pista por eles construída como um queijo – alimento obtido através da fermentação do leite coagulado – solidificado sem paladar para que, no quotidiano, a inteligência dos excluídos /enclausurados não encontre no presente um futuro de amanhã - porvir do restrito processo em marcha organizado pelos dédalos - arquitectos do labirinto onde os reféns, depois de gastarem todas as energias a correr na convicção de que o mundo acabará por se mostrar generoso com eles, se transformam em minotauros - "monstros" a quem não são oferecidos jovens como no Labirinto de Creta mas que se devorarão uns aos outros para aguentar a “fome escondida" porque, sem o fio de novelo de Adriane, jamais encontrarão o caminho de volta do beco-sem-saída dum aberrante "LABIRINTO".



Imagens Google

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