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sábado, 29 de dezembro de 2012

ANO VELHO / ANO NOVO



Noite de 31 de Dezembro. 
Pelo calendário gregoriano, cessa o ano civil de 2012 e inicia o também novo ano civil de 2013.
Já sem saudades da lixeira que se retira, gostaria de escrever no novo livro branco as palavras oportunas, optimistas, necessárias e exigíveis para a grande maioria dos portugueses, com o combustível dela resultante.
Só que o livro também já vai nascer manchado e as palavras farão parte do impossível.
Mas, como disse Walt Disney aos 19 anos, “eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”.
Faço então o preâmbulo do tal cardápio de 365 dias com expressões de três personalidades sábias que em muito poderão "ajudar" a ultrapassar os obstáculos:



John Winston Lennon:

“Um ano termina e nasce outra vez..."
Esta é uma das muitas frases proferidas por um dos mais célebres compositores britânicos, escritor apaixonado pela literatura, o mais polémico e rebelde dos Beatles, participante activo a favor da paz contra a guerra do Vietname.
Fisicamente terminou e nasceu ”outra vez” apenas durante 40 anos… Mas continua a ter lógica no memorial “ser vivo” Strawberry Fields”, Central Park de New York e no legado universal que tão bem definiu ao falar do homem e da obra: “Acredito em tudo o que fiz
Ao perguntarem-lhe na escola o que queria ser quando crescesse, ele escreveu “feliz” porque a Mãe sempre lhe disse, quando tinha 5 anos, que a felicidade era a chave para a vida.
«Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fiques triste. Também o Sol faz um lindo espectáculo todas as manhãs e, no entanto, a maior parte da “plateia” ainda dorme…»




Fernando Sabino, em “Encontro Marcado”:

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando,
A certeza de que precisamos continuar,
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo,
Fazer da queda um passo de dança,
Do medo uma escada,
Do sonho uma ponte,
Da procura um encontro.
E assim terá valido a pena existir!




 Carlos Drummond de Andrade:

"Para sonhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A ILUMINAÇÃO E A ALDEIA - 2




Com a introdução do petróleo como combustível, deu-se início a uma nova era de iluminação.
Em coexistência com o azeite, o petróleo foi-se impondo progressivamente devido à intensidade da chama, acabando mesmo por substituí-lo.




Candeeiro-a-petróleo/lanterna/lampião

São objetos destinados à iluminação constituídos por uma armação (metal, vidro, cerâmica ou mista) com um anteparo transparente geralmente de vidro, para proteger a fonte de luz abastecida pelo combustível querosene que se queima num pavio fumegante de algodão e prevenir os incêndios.
Diferem no material, no tamanho, na geometria, na cor do vidro, na decoração e nas chaminés; porém todos são alimentados ao mesmo fedorento petróleo (querosene, líquido avermelhado de cheiro intenso que era vendido nas mercearias).

Candeeiro

As torcidas são achatadas e também se vendiam nas mercearias/drogarias (comércio da D. Esterzinha, na minha aldeia).
A intensidade da luz é regulada por meio de uma roda exterior que, ligada a outra dentada em contacto com a torcida, faz subir ou descer a parte embebida por capilaridade, como nas candeias de azeite.
Para acender o candeeiro retira-se a chaminé (anteparo) e encosta-se um fósforo a arder à torcida; para o apagar, dá-se um sopro na chama.
Transportavam-se facilmente entre as divisões da casa, eram mais económicos do que as velas e também davam mais luz.
No inverno fazia-se serão à luz do candeeiro.

Candeeiros de mesa - interiores

Candeeiros de exterior



O Lampião era uma grande lanterna fixada no teto ou numa parede.


A Lanterna era uma espécie de caixa com 4 vidros laterais e luz no interior, ao abrigo do vento. Possuía pegas ou alças para ser transportada.
Também havia lanternas redondas.

O Candeeiro de palheiro a petróleo era feito de lata (folha de ferro delgada e estanhada) e tinha uma pega. A chaminé podia levantar-se ou baixar-se por meio de uma mola.



Candeia de petroleo




Petromax (é a marca registada)
Candeeiro de camisa (invólucro de pano tratado, para certas luzes)

É constituído por um depósito para o querosene e uma bomba manual para introduzir o ar que pressiona o combustível fazendo-o subir e cair, vaporizado, através dum orifício muito pequeno, dentro de uma camisa comprida e a que previamente se tinha chegado fogo. A camisa fica incandescente e a luz produzida é muito clara.
A intensidade da luz depende da maior ou menor pressão exercida.
Como a camisa se desfazia facilmente, era necessário manejar o petromax com cuidado.
Usava-se em festas, romarias, lagares.




Lua

Nas noites sem lua os caminhos eram percorridos em completa escuridão, interrompida apenas pelos clarões da fogueira nas lareiras. 
A partir de certa hora poucas pessoas circulavam nas ruas. Umas faziam-se acompanhar por lanternas, outras caminhavam por instinto adivinhando os percursos e as esquinas, amedrontadas, tantas vezes, por pequenos ruídos.

Mas em noites de verão os serões faziam-se nos pátios, à luz duma Lua suave e de milhentas estrelas "cintilantes", acompanhados pelas serenatas das cigarras.
A Lua cheia parecia mais próxima, mais quente, mais convidativa ao prolongamento das conversas e ao conto das sempre novas/velhas histórias.
Nessas noites feiticeiras, o meu Pai era um ideário de rimas que, com pena, não sei repetir.


Eletricidade

E na generalidade das aldeias da Beira Alta, até chegar a “luz elétrica”, assim foi a iluminação.
Gostava de poder recordar o dia dessa inauguração na minha aldeia mas sei apenas que devia andar no ensino primário porque, quando precisei de estudar “a sério”, já tinha a luz fraquinha de uma lâmpada incandescente sem abajur, pendurada no teto.
Também nas ruas havia lâmpadas maiores que davam uma luz pouco intensa; ficavam em lugares altos e estratégicos e tinham abajures tipo “prato de esmalte".

O passado sem “luz elétrica” e o presente com eletricidade

Hoje em dia, em pleno século XXI, com o preço da eletricidade e o agravamento da crise, o candeeiro a petróleo regressou a muitos lares portugueses, principalmente nas zonas suburbanas, segundo o proprietário de um estabelecimento na linha de Cascais.
Disse também que os cerca de 150 candeeiros que encomenda de cada vez
desaparecem todos, havendo mesmo quem só já compre velas para iluminação.



Qualquer dia estamos todos (exceto ...?) a viver numa grande Aldeia como as aldeias do interior do País até à década de 70.



IMAGENS GOOGLE

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

"O OLHO" CHEIO




Ver e sentir o silêncio da sombra do Sol, um eclipse total do Sol, é uma experiência difícil de descrever, fascinante e inesquecível.

Em 2134 a. C. se fosse chinesa, diria que o “ Sol poderia ter sido engolido pelo Dragão para ficar noite para sempre” ou que o Sol era o “olho de Deus” se fosse Viking ou ainda que ”se difundiram trevas sobre toda a Terra”, em Mateus 27:45, na Bíblia.

Como simples espectadora, tentei expressar-me sobre o fenómeno presenciado a bordo do cruzeiro “Costa Fortuna”, em postes anteriores. 
Todavia, não foi possível obter um registo fotográfico de excelência como seria exigível.
E para que o fascínio pelo efeito se transmita, não resisti à tentação de  referenciar aqui um outro eclipse total do Sol (fotos em cima) que ocorreu entre a parte norte da Austrália e o Oceano Pacífico e Índico no dia 14 de novembro de 2012

Imagens Google

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ILUMINAÇÃO E A ALDEIA - 1



Antes da chegada da luz elétrica por volta de 1950 - 60, a iluminação nas aldeias era feita com luz da candeias e lanternas de azeite, lamparina, candeeiro de petróleo, lanterna de palheiro, petromax e...Lua

Candeia de azeite

A candeia de azeite é um utensilio doméstico muito simples e antigo (período neolítico), feito geralmente de barro, de ferro ou de flor-de-flandres (folha de ferro estanhado).
É constituída por um reservatório com um bico por onde sai o pavio de uma torcida de pano de algodão, alimentado pelo azeite contido no reservatório e por um gancho para suspensão nas paredes ou na parte da frente da chaminé.
Quando se acende a ponta da torcida embebida de combustível por capilaridade, produz uma chama que dá uma luz fraca e cintilante. A chama mantem-se à custa do consumo do azeite e do pavio e a combustão da torcida dá-se no orifício de iluminação.
O material, os óleos combustíveis e o formato estiveram sempre relacionados com o meio, a região e as necessidades dos utilizadores.
Na minha aldeia eram todas de flor-de-flandres porque havia um “latoeiro” que as fazia.
Pouco antes de o azeite se acabar, a luz parecia ganhar um brilho repentino.


Almotolia para o azeite

Candeia de azeite em metal amarelo

Também chamadas candeias dos velórios, usavam-se para alumiar os fiéis defuntos quando ainda eram velados em casa, na “tristeza da sala mais nobre”.
São candeias de cobre ou latão amarelo, geralmente com 3-4 bicos, um apagador e uma pinça para puxar as torcidas feitas de um pequeno farrapo de pano, além de muitas outras peças.
Hoje são usados como decoração.


Lanterna de azeite
É constituída por uma armação de folha enquadrada por quatro paredes de vidro e uma argola na parte superior para pendurar ou transportar Tem na base um pequeno reservatório onde se coloca o azeite e se mergulha a torcida.

O acesso ao pavio fazia-se através de uma das faces laterais que também funciona como porta.


Candeeiros lagareiros

São candeias de 2-4 bicos, com torcidas muito maiores, de algodão, que asseguravam os trabalhos durante a noite, quando necessários e quando havia lagares de azeite.



“Caixa de cerejeira” de devoção à “Sagrada Família”

Símbolo de devoção cristã, em volta permanente pela Aldeia, o oratório todas as noites visitava uma casa diante do qual se fazia uma oração familiar.
Depois passou a permanecer uma semana por falta das pessoas que emigravam e das que iam morrendo.
Dentro havia pavios de linho em pedacinhos triangulares de cortiça a boiar no azeite que iluminavam as figuras de barro da Sagrada Família. Junto, ficava também uma lamparina sempre acesa. Tinha ainda uma pequena caixa para as esmolas e era transportada de vizinho para vizinho.


Oratório semelhante

Há imensas referências à presença da candeia:

Em ditados populares - “Candeia que vai à frente alumia duas vezes”; “A luz da candeia faz a tua meia”; “À luz da candeia não há mulher feia”; “De noite à candeia, até a burra parece donzela”; etc.

Noutro tipo de associações -Estar com a candeia na mão” ou estar a morrer; “Estar com a candeia às avessas” ou estar de mau humor; “Na candeia do pobre e na mesa do camponês, no candelabro do rico e no banquete do burguês”, quando o azeite era para todos.

Na Bíblia - Mateus, 25: 1-5, diz que quem acendesse uma candeia devia "colocá-la num lugar alto para iluminar toda a casa, e não debaixo de uma vasilha".

Em obras literárias - “ Na chama de uma candeia, todas as forças estão ativas”, dizia Novalis.

Em quadros de pintores como Roque Gameiro e Alberto de Souza


LAREIRA-ESTREMOZ
Bilhete-postal ilustrado da 3ª Série de "A EDITORA", reproduzindo desenho a tinta-da-china aguarelada de Alberto de Souza (1880-1961), executado no início do século XX. À esquerda, junto à cortina, está uma candeia suspensa da chaminé

INTERIOR - COZINHA COM VELHA E CÃO (1909)

Alfredo Roque Gameiro (1964-1935). Aguarela sobre papel (54 x 73 cm). Colecção particular. São visíveis duas candeias: uma à esquerda da estanheira e outra na chaminé, à direita.


Lamparina de azeite

No geral, era constituída por um recipiente para o óleo combustível sobre o qual flutua um pedaço de madeira ou cortiça com um pavio encerado fixo.
O recipiente podia ser uma espécie de copo onde se punha uma ligeira camada de sal no fundo para não rebentar e a pequena torcida a boiar. 
O combustível reage com o oxigénio libertando energia sob a forma de chama (neste caso) e a luz é igual à das velas, com a vantagem de não cheirar mal.
      
Usavam-se para iluminar a cabeceira das crianças enquanto dormiam e para desinfetar as casas, juntamente com alecrim.

Classificam-se de acordo com o material, a forma, a estrutura, o desenho e o imaginário e usam-se desde a pré-história



Imagens Google

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS



Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, tornou-se também uma festa familiar.
Por isso desejo BOAS FESTAS a todos os meus leitores e um ANO NOVO como “ O mais espantoso acordar do mundo”.



Foto captada por Wheeler, fotógrafo amador, às 8.15 hs, numa ilha da Escócia, na manhã de 9 de dezembro, 2 horas antes do nascer do Sol



PEGADAS DE NATAL



O Natal tem raízes pagãs.
O teólogo Orígenes, no ano 245 d.C., não aceitava a ideia de se festejar o nascimento de Cristo “como se fosse um Faraó” e os primeiros cristãos desconheciam a data porque não a comemoravam.
A celebração oficial foi instituída pelo Papa Libério, no ano 354 d. C. embora na parte Oriental do Império Romano já se festejasse a 7 de Janeiro, no ano 336 d. C.
No século IV as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para a Epifania. Assim, em vez de proibirem as festividades pagãs, atribuíram-lhes os símbolos e a linguagem cristãos - “ sol da justiça” / “luz do mundo” para o nascimento do deus “Sol Invencível” dos romanos (Saturno) e do deus persa “Sol da Virtude” (Mitra).

Actualmente, devido à globalização, o Natal português tem sido influenciado por outras culturas, ficando também associado ao Pai Natal e à árvore de Natal.
Porém, as tradições natalícias não desapareceram - “ceia de Natal”, “Missa do Galo”, presentes e almoço melhorado no dia 25.
A “Missa do Galo”, por falta de párocos em muitas freguesias, decaiu; só se celebra a missa do meio-dia/manhã.
Os hábitos gastronómicos variam de norte a sul do país.


Reviver o Natal na Beira Alta

No dia 24 a lareira parecia maior. Queimava lenha de carvalho para se manter acesa até à meia-noite e fazer esquecer o frio provocado por grandes quedas de neve ou geadas. De vez em quando acrescentavam-se umas giestas negrais para a avivar que estalavam como faíscas e iluminavam a cozinha toda, fazendo esquecer a pequena luz da ainda candeia de azeite ou do candeeiro de petróleo.
Era preciso aquecer a casa para a consoada, a nossa e a do vizinho António que vivia só e tinha lugar cativo no canto junto da chaminé.

A Igreja incentivava os católicos a não comer “carnes vermelhas” e “ quentes” e a seguir, pelo contrário, uma dieta de "comidas frias" como o peixe. 
Com o tempo, o jejum foi sendo abolido e acabou substituído pela refeição ”Consoada” na véspera do Dia de Natal.

- Curiosamente foi no tempo das expedições marítimas, século XV e XVI que o Vaticano decretou que jejuar devia ser uma prática dos católicos como reconhecimento ao sofrimento de Cristo. Ele, Vaticano, era proprietário da maior frota bacalhoeira, os armazéns abarrotavam e o peixe salgado também se estragava…
Os comerciantes, ao optarem pela venda, facilitaram a aquisição. 
Barato e nutritivo, o bacalhau passou a ser o peixe escolhido pela maioria dos portugueses para substituir os alimentos proibidos . Daí o ditado: “Para quem é, bacalhau basta”!
E bacalhau não é um peixe. É um método de conservação do peixe no sal (tratamento pelo sal e secagem) -

Portanto, a nossa consoada era bacalhau cozido com batatas, couve portuguesa e ovos, tudo bem regado com azeite espanhol. Os homens bebiam vinho tinto feito no lagar da casa. Como sobremesa, havia aletria ou arroz-doce.

A seguir deixava-se o borralho para ir à “Missa do Galo”.
Mas antes, cada um de nós colocava em cima do fogão de lenha, que ficava ao lado da chaminé, os maiores sapatos que tinha porque, durante a noite viria o Menino Jesus colocar neles as prendas - figos secos, muitos rebuçados, nozes e castanhas piladas. Outros presentes adicionais variavam de ano para ano como tecido para vestidos ou qualquer outro no género.
Só podiam ser vistas na manhã do dia 25 e então, como a ansiedade era enorme, quase não dormíamos para, bem cedo, irmos ver os sapatos.
È que acreditávamos mesmo!
Mas a curiosidade, um dia, levou-me a espreitar a “descida” e, hélas!- era a Mãe que estava a distribuir os mimos…
Lembro-me de ter sentido alguma desilusão e, simultaneamente, também aquele prazer da descoberta de um segredo.
A partir daí as prendas nunca mais precisaram do sapatão porque, como seria óbvio, transmiti logo aos irmãos mais novos.

 FOGUEIRA -JUNTO AO ADRO DA IGREJA

Ao sair da missa da meia-noite aquecíamo-nos todos numa grande fogueira feita no largo junto ao adro da Igreja que ficava a arder durante toda a noite até os troncos se converterem em cinzas quentes, já perto da manhã.

No dia 25 era a Missa de Natal.
Os paroquianos rejubilavam de alegria, cantando ao ritmo das teclas do órgão da Igreja, tocado pelas mãos “mágicas” da “Menina Alicinha”.
E o Menino era dado a beijar aos fiéis, pelo Pároco que o ia limpando após cada ósculo, com um pequeno pano branco de linho e rendas.

 PRESÉPIOS DE MUSGO

Na Igreja havia um enorme Presépio, no espaço do coro à esquerda, logo atrás da divisória/cancela.
Era feito de musgo, planta rasteira com muitos rizoides, apanhado pelas crianças em pedras sombrias e cascas de árvores. Nele se construía, com a colaboração de várias pessoas mais ligadas às atividades do culto, uma enorme Aldeia à volta dum estábulo onde se encontrava o Menino Jesus, Nossa Senhora, S. José, a vaca, o burro, pastores e ovelhas. Tinha riozinhos, pequenas cascatas, caminhos, montes, casinhas e muitas mais ovelhas e pastores. Todas as figuras eram de barro e coloridas.
No dia seis de Janeiro, que era dia “Santo de Guarda”, acrescentavam-se os Reis Magos com os presentes.

Grandes e pequenos passavam horas ali a olhar para a “maravilhosa obra” que com tanto enlevo tinham ajudado a construir.