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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"SER NINGUÉM"



- Romeiro! Romeiro!... Quem és tu?
- Ninguém.

In Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

"O romeiro é alguém que, sem pertencer ao domínio dos vivos, também não faz parte dos mortos.
É uma não entidade. É alguém não desejado."

Como os pobres do meu País, Portugal.

Como eu, considerada apenas “a pensão progressivamente usurpada”...
... Mas que ainda não perdeu a capacidade da indignação diante da fome e da pobreza com que os governantes torturam os desafortunados demonstrada frequentemente neste cantinho (enquanto houver liberdade para exprimir opiniões) como em O meu País tem aromas” (cheira a pobreza); “Velhos de Portugal com fome”; “Escravatura à vista”, entre outros postes.


Hoje recebi um emailQUE TRISTEZA!para partilhar. Aqui está também, com o respectivo comentário.


 *Sopa dos Pobres - 1945 e 2013!*
*Em 1945, foi a Guerra provocada pela Alemanha de Hitler; em 2013 é a
Guerra provocada pela Alemanha de Merkel e por Passos Coelho!
Ao que chegamos!*



"O mundo é de quem não sente (…) 

A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à acção, isto é, a vontade. Ora há duas coisas que estorvam a acção - a sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. Toda a acção é, por sua natureza, a projecção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projecção da personalidade é (…) ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir.
(…) Quem simpatiza pára.

O homem de acção considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte - ou inerte em si mesma(...) ; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima."
(...) O estratégico é um homem que joga com vidas como o jogador de xadrez com peças de jogo. Que seria do estratégico se pensasse que cada lance do seu jogo põe noite em mil lares e mágoa em três mil corações? Que seria do mundo se fôssemos humanos? (...)
Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego


O fosso entre pobres e ricos em Portugal é o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.

Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.
Estudo "Desigualdade Económica em Portugal

Não consta da agenda do Conselho de Ministro, mas o Expresso apurou que do Governo vai sair um novo pacote de austeridade que compense o chumbo do Tribunal Constitucional aos despedimentos na função pública e à convergência dos sistemas de pensões.
Cerca de dois terços dos desempregados reais não têm meios de subsistência.

Passos Coelho não olha a meios para chegar aos fins. Se for preciso mentir, ele mente. E ameaça.
Como disse Fernando Alves, na TSF, "não revela apenas insensibilidade social, mas desprezo pelos mais desamparados"

Tentou fazer passar uma lei claramente inconstitucional (a requalificação dos funcionários públicos), para, depois de chumbada, poder pôr as culpas do segundo resgate na lei e no Tribunal Constitucional. Desculpabiliza o Governo pelas políticas de austeridade e ameaça os portugueses de que se as condições não forem aceites, vêm aí coisas ainda muito piores.


"No final desta crise, o executivo de Passos Coelho terá dado aos grupos económicos sectores estratégicos da economia, como a energia e as águas, que gerações de contribuintes pagaram. Terá acabado com a educação e a saúde públicas, de modo a que haja um serviço pago, de qualidade, para os ricos e uma espécie de sopa dos pobres para todos os outros. E, finalmente, terá garantido uma mão-de-obra submissa e a metade do preço. Não lhe interessa que os portugueses vivam melhor, basta-lhes que alguns tenham lucros milionários."
 Nuno Ramos de Almeida, Jornal i


13 Outubro de 2011
O jornalista António Sérgio Azenha investigou e analisou os rendimentos de 15 políticos antes e depois de passarem pelo Governo português. O resultado está no livro 'Como os políticos enriquecem em Portugal', da editora Lua de Papel.



D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, alertou para a “pobreza escondida” e a corrupção na sociedade portuguesa, pedindo respostas concretas dos seus governantes.


Imagens Google

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