Número total de visualizações de páginas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

VIAJAR


Estou convencida de que todas as pessoas precisam de viajar.
Algumas talvez prefiram fazê-lo através de livros, histórias, imagens, TV, filmes, mas eu gosto de viajar por mim mesma, com os meus olhos e os meus pés; só assim poderei entender o que é conhecer o frio para desfrutar o calor e o contrário, sentir a distância para apreciar o que é nosso, conhecer o mundo como é, e não como o imaginamos.
Somos simplesmente alunos.
Quem se transforma em escravo do hábito, quem não contacta com novas pessoas, quem não arrisca ir atrás dum sonho, acaba lentamente por morrer.Pior do que não terminar uma viagem, é nunca partir”- Amyr Klink.

Já na Idade Antiga se faziam peregrinações religiosas aos oráculos (Grécia) e deslocamentos para vilas de férias na costa (Império romano). 
As viagens realizadas nesse período estavam relacionadas também com a participação nas olimpíadas (uma mistura de religião e desporto) em que milhares de pessoas se dirigiam à cidade de Olympa de 4 em 4 anos.


Civilização fenícia
Olympa e Delphos

Depois, na Idade Média, eram as peregrinações pelo caminho de Santiago e as expedições desde Veneza à Terra Santa ou a ida a Meca.



E, prosseguindo no tempo, as expedições marítimas de portugueses, espanhóis e ingleses despertaram o interesse pelas grandes viagens na Idade Moderna.



A Revolução Industrial leva a Inglaterra a favorecer correntes migratórias europeias para a América, a Europa desperta para o turismo de montanha ou saúde e épocas de praias frias, na Idade Contemporânea.



Com o boom turismo surge o desejo de evasão da rotina das cidades; a produção de carros em série e a construção de boas estradas já não é suficiente para a recreação que, entretanto, toma o lugar da evasão e as companhias navais veem-se obrigadas a dar outros destinos aos navios - cruzeiros.



E os cruzeiros são para mim, presentemente, a forma mais agradável e confortável de viajar. Evitam deslocações de avião, comboio e automóvel; não é necessário fazer e desfazer malas, entrar e sair de hotéis. Proporcionam esse transporte, alojamento, entretinimento, refeições - prazer e tranquilidade.

Cada um tem o seu itinerário, com paragens em vários portos de cidades que poderão ser visitadas enquanto o navio está atracado. E os que optarem por não descer para tomar banho de mar ou conhecer outros lugares, têm sempre atividades a bordo como palestras para temas específicos, nadar, jogar no casino, usar o computador, apanhar sol ou descansar simplesmente.

São uma forma única de viajar, de sentir a experiência do alto mar atravessando, por exemplo, o Atlântico e gozar uma beleza inesquecível.

Porem, enquanto a saúde ou a idade o permitir, a minha convicção é a de que só se deverá optar por este modo de viajar depois de ter experimentado todos os outros.

Imagens google

Sem comentários:

Enviar um comentário